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	<title>Paróquia Nossa Senhora de Fátima</title>
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		<title>A Santidade e a Medida da Maldade</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Jan 2010 11:37:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adlane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensando em tempos]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/etiqueta_engemann.jpg" alt="Pensando em tempos" />O músico Renato Russo, em uma de suas músicas, disse que “há tempos nem os santos tem ao certo a medida da maldade”, para descrever o estado de banalização do mal e da violência nos dias de hoje. E de fato, por paradoxal que pareça, são os santos os que tem a melhor medida da maldade do mundo, por serem, em geral, suas principais vítimas. A opção cristã de santidade o fez assim. No Antigo Testamento a santidade era a separação, aquilo que estava reservado para poucos, era o próximo de Deus e o distante dos homens comuns. O Templo de Jerusalém é a materialização deste conceito. Há um crescente de santidade que vai do pátio dos gentios, na parte mais externa, passando pelo átrio das mulheres (para as mulheres israelitas), pelo átrio dos israelitas (só para os homens), chegando ao Santuário (reservado aos sacerdotes) e, finalmente, o Santo dos Santos, o núcleo do Santuário onde só o sumo sacerdote podia entrar em algumas ocasiões do ano.<br />
<br />
<span id="more-720"></span>Quando Jesus recomenda que sejamos santos como o Pai é santo e, mais ainda, quando o Evangelho narra que o véu do templo é rasgado de alto a baixo no momento de sua morte, um novo conceito de santidade é forjado. Um conceito mais amplo e includente, segundo o qual o santo não mais é aquele separado do mundo, mas o que nele está imerso e imiscuído como o sal da terra e o fermento na massa, para “Cristificá-lo”.<br />
<br />
Os primeiros cristãos absorveram de forma magnífica esta nova forma de ser santo. Há um texto dos primeiros anos do cristianismo, de autoria desconhecida, que de tão belo e pleno de sabedoria foi incorporado à Liturgia das Horas: a Epístola a Diogneto. Nela se lê uma descrição da imagem que os cristãos do segundo século faziam de si mesmos. Eis o que diz o capítulo 5:<br />
<br />
<em>Os cristãos, de fato, não se distinguem dos outros homens, nem por sua terra, nem por sua língua ou costumes. Com efeito, não moram em cidades próprias, nem falam língua estranha, nem têm algum modo especial de viver. Sua doutrina não foi inventada por eles, graças ao talento e a especulação de homens curiosos, nem professam, como outros, algum ensinamento humano. Pelo contrário, vivendo em casa gregas e bárbaras, conforme a sorte de cada um, e adaptando-se aos costumes do lugar quanto à roupa, ao alimento e ao resto, testemunham um modo de vida admirável e, sem dúvida, paradoxal. Vivem na sua pátria, mas como forasteiros; participam de tudo como cristãos e suportam tudo como estrangeiros. Toda pátria estrangeira é pátria deles, a cada pátria é estrangeira. Casam-se como todos e geram filhos, mas não abandonam os recém-nascidos. Põe a mesa em comum, mas não o leito; estão na carne, mas não vivem segundo a carne; moram na terra, mas têm sua cidadania no céu; obedecem as leis estabelecidas, mas com sua vida ultrapassam as leis; (&#8230;)</em><br />
<br />
Os cristãos estão em meio ao mundo, usam o mesmo idioma e, basicamente, os mesmos costumes. Destarte, vivem nas mesmas cidades e poderiam passar desapercebidos no meio da multidão, não fosse o fato de possuírem um modo de vida admirável. Paradoxalmente, parte da essência deste modo de vida está na graça de perceber que todas as pátrias são passagens, onde são forasteiros, onde, não obstante o tempo de sua permanência, são apenas estrangeiros, provisoriamente diluídos no mundo para operar a transformação deste.<br />
<br />
A idéia de uma santidade que se mistura e transforma é firmemente presente no início do capítulo 6: “Em poucas palavras, assim como a alma está no corpo, assim estão os cristãos no mundo. A alma está espalhada por todas as partes do corpo, e os cristãos estão em todas as partes do mundo.” Estar junto ao mundo e transformá-lo pelo seu testemunho admirável eis o que os primeiros cristãos, representados pelo autor da Epístola, pensavam ser sua missão no mundo.<br />
<br />
Temos relatos deste testemunho admirável dos primeiros santos exatamente quando adquiriram a medida exata da maldade do poder presente em qualquer grande sistema político. Os incontáveis mártires sacrificados pela necessidade de entretenimento e de reafirmação da autoridade divina dos imperadores foram semente e adubo para o germinar do que os romanos chamavam de “seita maléfica”. Para estes, o martírio dos cristãos representava a repressão à diferença, o exemplo contra a desobediência civil e, me parece o mais perverso do processo todo, entretenimento para a massa. Era um meio de manter com os cidadãos de Roma menos favorecidos pelas conquistas uma relação amistosa, evitando que a plebe se rebelasse contra seus patronos. Eram tempos de “Panem et Circenses”.<br />
<br />
Os cristãos entendiam o martírio de forma bem diferente, era uma forma corajosa de converter a perversidade de seus algozes em testemunho e redenção. Os mártires e confessores, os que padeciam penas por assumirem o cristianismo, entendiam-se muito próximos do Reino dos Céus, tão próximos que quer vivessem, quer morressem, seu destino estava indelevelmente ligado a Cristo. Destarte, o sofrimento não era, de modo algum, resultado do abandono divino, antes era sinal da chance de manifestarem a fé inabalável na cidadania celeste e na proximidade da pátria vindoura.<br />
<br />
Modernamente, apesar de ainda termos mártires a nos indicar que a causa de Deus pode trazer caminhos dolorosos de se trilhar, às vezes fico com a impressão de que perdemos a medida do preço a pagar por ser cristão. Ainda que hoje, ao menos no Ocidente, o Estado não mate mais ninguém por se declarar cristão, parece que não há mais sacrifícios a fazer para se assumir a ética de Cristo. Fui a uma formatura dia desses em que os oradores não paravam de falar em ética. Era a ética profissional para lá, a ética cristã para cá, mesmo os que costumeiramente agem de maneira sórdida, se punham a falar em ética até não poder mais, jogando todo o peso da lisura nos ombros dos jovens formandos.<br />
<br />
Além de um pouco irritado com a coisa toda, fiquei pensando como banalizamos o termo “ética”, como se ela não tivesse um custo. Falamos como se a dor de assumir escolhas certas fosse nula, como se o caminho da ética, e em especial da ética cristã, fosse o mais calmo e plácido a ser trilhado. Trata-se da fé, com muita freqüência, como se a senda da crença trouxesse favores materiais e não dilemas morais perante o mal, como se não houvesse necessidade de sacrificar nada em prol das escolhas que fazemos.<br />
<br />
Em certo sentido, acho que muitos de nós se entendem um pouco na contramão do que diz a Epístola a Diogneto, estamos no mundo nos acomodando a ele. Pode ser que estejamos tentando evitar a nossa cota de martírio, algo que, no fundo, a maioria de nós nunca entendeu plenamente. Criamos para nós uma visão de Deus que é muito confortável. Não que Deus não seja bondoso e benigno, eu que o diga, Ele me fez estar em sala de aula apenas quinze dias após uma delicada cirurgia de extração de tumor cerebral, que durou 8 horas. Mas, da bondade de Deus a um Deus previdente, para quem o sofrimento é sinal de desgraça – no sentido literal da palavra: falta da graça – é um caminho que não sei se deve ser percorrido.<br />
<br />
O salmo 22 diz que “ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte nada temerei”. Acho que muitos de nós se acostumaram com a idéia de um Deus que sequer nos permitiria adentrar em uma topografia que pudesse ser chamada de vale da sombra da morte. No entanto, por vários motivos que nos escapam o completo entendimento, Deus permite que trilhemos o caminho que passa entre as montanhas sobre as quais se deita a morte. Passamos por estas situações inclusive por escolhermos a ética de Cristo. Vejamos o exemplo de alguns mártires, para os quais a sombra da morte não era apenas uma metáfora: as flexas para São Sebastião, a espada marroquina para São Berardo e seus companheiros, o punhal do homem que tentava estuprá-la para Santa Maria Goretti ou a morte por inanição em Aushiwtz para Maximiliano Colbe, foram os vales onde a morte lançou sua sombra.<br />
<br />
Nesses momentos, em que temos de seguir firmes sem ver o horizonte, nem ver o sol, já que a morte se interpôs entre nós e a luz, lançando sua sombra nas terras pelas quais caminhamos, é a fé na presença do Pai, o grande sol que brilha além da morte, o que pode nos sustentar. Jesus passou como ninguém por esta trilha, esteve no fundo deste vale, atravessou-o em sua mais longa extensão e com dolorosa morte pairando sobre sua cabeça. Suas pegadas ainda estão marcadas apontando o caminho e encorajando os que parecem ter se perdido.<br />
<br />
Que tenhamos a força do Ressuscitado em nós, para, quando o vale da sombra da morte se colocar a nossa frente, em especial para quando isso acontecer por termos trilhado o caminho da Verdade perante a maldade, possamos com passo firme e seguro, sabendo que além das nuvens escuras da morte (física, psicológica ou moral) que está a lançar sombra sobre nós, brilha o glorioso Sol da Eternidade, que nos ampara em meio às tempestades e nos sustenta nas dificuldades. Foi por isso que os mártires antigos e modernos não se desesperaram diante das dificuldades e da dor, e há de ser assim conosco, ainda que tenhamos de tomar conhecimento da exata medida da maldade.<br />
</p>
<blockquote><p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/carlos_img_site.jpg" alt="Carlos Engemann" /><strong>Carlos Engemann</strong> possui graduação com distinção acadêmica Magna cum Lauda em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2000), mestrado em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2002) e doutorado em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006). Atualmente é professor da Universidade Salgado de Oliveira e professor titular do Instituto Superior de Teologia do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil Império, atuando principalmente nos seguintes temas: escravidão, antropologia histórica e métodos quantitativos. É autor do livro &#8220;De Laços e de Nós&#8221;.<br />
<strong>E-mail</strong>: cenge mann@bol.com.br</p></blockquote>
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		<title>A humildade e a paz</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 10:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adlane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Um só coração e uma só alma]]></category>

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		<description><![CDATA[Meus irmãos e irmãs. Querido Povo de Deus.

Estamos iniciando mais um ano e conforme os nossos costumes desejamos e esperamos que tudo aconteça e tudo se realize na mais plena harmonia e que tenhamos sempre um convívio de paz onde quer que estejamos. Mas a paz, a harmonia, a concórdia não estão fora de nós [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/etiqueta_ba.jpg" alt="Uma só alma, um só coração" />Meus irmãos e irmãs. Querido Povo de Deus.<br />
<br />
Estamos iniciando mais um ano e conforme os nossos costumes desejamos e esperamos que tudo aconteça e tudo se realize na mais plena harmonia e que tenhamos sempre um convívio de paz onde quer que estejamos. Mas a paz, a harmonia, a concórdia não estão fora de nós e sim dentro de nossas atitudes as quais precisamos exercitar e torná-las vivas nas relações comigo mesmo, com o outro e com Deus.<br />
<br />
Muito a propósito é a mensagem a seguir que devemos ler, meditar e quem sabe ser uma sugestão para o nosso programa de vida. Boa leitura e sejamos “um só coração e uma só alma”<br />
<br />
<span id="more-712"></span><br />
<h1>A humildade e a paz</h1>
<p>Não te preocupes muito em saber quem é por ti ou contra ti; mas deseja e procura que Deus te ajude em tudo que fizeres.<br />
Tem boa consciência e Deus será tua boa defesa. A quem Deus quiser ajudar, nenhum mal poderá prejudicar.<br />
Se souberes calar e sofrer, verás certamente o auxílio do Senhor. Ele sabe o tempo e o modo de te libertar, portanto, entrega-te a ele inteiramente.<br />
A Deus pertence aliviar-nos e tirar-nos de toda confusão. Às vezes é muito útil para guardar maior humildade, que os outros conheçam e repreendam nossos defeitos.<br />
Quando o homem, por causa de seus defeitos, se humilha, então facilmente acalma os outros, e desarma os que estão irados contra ele.<br />
O humilde, Deus protege e livra; ao humilde ama e consola. Ao homem humilde se inclina; ao humilde dá-lhe abundante graças, e depois de seu abaixamento eleva-o a grande honra.<br />
Ao humilde revela seus segredos, e com doçura o atrai a si e convida.  O humilde, depois de receber uma afronta, conserva sua paz: porque confia em Deus e não no mundo.<br />
Não julgues que fizeste algum progresso se não te considera inferior a todos.<br />
Primeiro conserva-te em paz; depois poderás pacificar os outros. O homem pacífico é mais útil do que o letrado.<br />
O homem dominado pelas paixões, até o bem converte em mal e acredita facilmente no mal.<br />
O homem bom e pacífico tudo converte em bem. Quem está em boa paz não suspeita mal de ninguém. Mas quem é descontente e inquieto, com diversas suspeitas se atormenta; não tem sossego nem deixa os outros sossegar.<br />
Diz muitas vezes o que não devia; e deixa de fazer o que mais lhe conviria.  Preocupa-se com as obrigações alheias e descuida-se das próprias.<br />
Zela, portanto, primeiro por ti mesmo, e depois poderás zelar devidamente por teu próximo.<br />
Bem sabes desculpar e disfarçar tuas faltas, mas não queres aceitar as desculpas dos outros.<br />
Seria mais justo acusares a ti e desculpares teu irmão. Se queres que te suportem, suporta também os outros.<br />
<br />
Do livro “Imitação de Cristo” (Lib. 2, cap. 2-3) (Séc XV)<br />
</p>
<blockquote><p><strong>José Ferreira (Bá)</strong> é Diácono Permanente, foi ordenado em 1º de maio de 2004. Possui um histórico acadêmico com aprovação em diversas disciplinas pelo Instituto Superior de Ciências Religiosas no campo da Filosofia, Teologia, Sociologia, Psicologia e Pedagogia, além de participações em Simpósios Filosóficos e Teológicos.  Atualmente exerce sua diaconia na Paróquia N. S. de Fátima, no bairro de Olaria, na Diocese do Rio de Janeiro, onde auxilia nas diversas pastorais e movimentos.<br />
<strong>E-mail: </strong>diaconoba@hotmail.com</p></blockquote>
</h1>
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		<title>Festas de fim de ano: Como comemorar sem esquecer de cuidar da saúde!</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Dec 2009 14:17:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adlane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas Nutricionais]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá!!

É, o Natal chegou mais uma vez. E com ele, mais uma chance de revermos nossos conceitos e tomarmos a decisão de mudar para melhor. O espírito natalino realmente mexe com o coração das pessoas. Geralmente nesse período as pessoas ficam mais reflexivas e buscam os bons sentimentos: os sentimentos de paz, de amor, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/etiqueta_catia.jpg" alt="Dicas Nutricionais" /><em>Olá!!<br />
<br />
É, o Natal chegou mais uma vez. E com ele, mais uma chance de revermos nossos conceitos e tomarmos a decisão de mudar para melhor. O espírito natalino realmente mexe com o coração das pessoas. Geralmente nesse período as pessoas ficam mais reflexivas e buscam os bons sentimentos: os sentimentos de paz, de amor, de justiça, de fraternidade, de união.<br />
<br />
A chegada de Jesus menino tem o poder de nos transformar interiormente e de espalhar um espírito de paz sobre toda a humanidade. Seria muito bom se nos deixássemos tocar por esse sentimento ao longo de todo ano. Assim, poderíamos ser mais solidários e viveríamos como irmãos, como deseja o Cristo.<br />
<br />
<span id="more-706"></span>Bem, mas vamos entrar em nosso assunto principal.</em></p>
<h1>Festas de fim de ano: Como comemorar sem  esquecer de cuidar da saúde!</h1>
<p>Geralmente no final do ano são tantas comemorações que acabamos exagerando. Além de que os pratos servidos são basicamente europeus, que nesse período estão no inverno, portanto os quitutes são mais calóricos e gordurosos o que pode resultar em alguns quilinhos a mais.<br />
<br />
Aí vai então algumas dicas para sobreviver bem as festas:<br />
<br />
•	Aproveite os momentos para reencontrar pessoas e colocar a conversa em dia, ao invés de só pensar no que será servido no jantar. Isto direcionará seu comportamento durante a festa.<br />
<br />
•	Quem quer manter a forma durante as festas de final do ano, deve evitar alimentos tradicionais que são excessivamente calóricos. A lista abaixo apresenta abaixo alguns alimentos que tradicionalmente encontramos nas ceias com seus respectivos valores calóricos:<br />
<br />
<strong>Ameixa </strong>- 1 unidade &#8211; 25<br />
<strong>Amêndoa </strong>- 1 unidade &#8211; 63<br />
<strong>Avelã </strong>- 1 unidade &#8211; 150<br />
<strong>Cereja </strong>- 1 unidade &#8211; 10<br />
<strong>Champanhe </strong>- 1 taça &#8211; 110<br />
<strong>Damasco </strong>- 1 de tamanho médio &#8211; 20<br />
<strong>Nozes </strong>- 1 xícara de chá &#8211; 500<br />
<strong>Panetone </strong>- 1 fatia &#8211; 359<br />
<strong>Pão de mel</strong> &#8211; 1 unidade &#8211; 150<br />
<strong>Passas </strong>- 1 colher sopa &#8211; 54<br />
<strong>Peito de Peru cozido</strong> &#8211; 1 fatia fina &#8211; 105<br />
<strong>Coxa Peru (com pele)</strong> &#8211; 1 unidade pequena &#8211; 142<br />
<strong>Rabanada </strong>- 1 unidade &#8211; 187<br />
<strong>Tender </strong>- 1 fatia &#8211; 180<br />
<strong>Uísque </strong>- 1 dose &#8211; 240<br />
<strong>Vinho tinto</strong> &#8211; 1 taça &#8211; 129<br />
<strong>Vodka </strong>- 1 dose &#8211; 24<br />
<br />
•	Ao montar seu prato escolha os alimentos antes de se servir e saboreie cada pedaço das preparações, comendo devagar e sentindo os diversos sabores. Escolha carnes magras (preferencialmente aves sem pele), vegetais e frutas para completar o prato. Pare quando estiver satisfeito e se mesmo assim quiser comer algo que ainda será servido, peça para levar para casa um pedaço, ao invés de &#8220;achar lugar no estômago&#8221;.<br />
<br />
•	Preparem-se nos dias que antecedem as festas fazendo uma dieta mais leve, à base de vegetais, frutas, carnes magras e cereais integrais.<br />
<br />
•	Não vá à festa com fome; faça uma refeição leve antes de sair para evitar que exagere nos pratos que irá encontrar. Durante o dia, procure fazer várias refeições leves, à base de vegetais, carnes magras e frutas. Antes de sair de casa para a ceia, tome um iogurte desnatado ou coma uma fruta.<br />
<br />
•	Prefira as bebidas não alcoólicas, especialmente sucos ou refrigerantes diets, deixando os drinques ou champanhe para brindar. Além de serem altamente calóricas, as bebidas alcoólicas estimulam o apetite e reduzem sua determinação de comer pouco e beber com moderação. Outra ótima dica é sempre segurar um copo de refrigerante diet, suco ou água com gás na mão. Isto evita que continuem lhe oferecendo bebidas calóricas.<br />
<br />
•	Queime calorias extras em caminhadas ou idas à academia. Aproveite também estes momentos para relaxar e se distrair!<br />
<br />
•	Geralmente, os dias de Natal e Reveillon são quentes, o que facilita a deterioração de muitos alimentos, especialmente frutos do mar, pescados e molhos à base de tomate, e pode causar vômitos, diarréia e muita indisposição. Se quiser reaproveitar as sobras das festas, procure acondicioná-las adequadamente em geladeira ao término da festa.<br />
<br />
•	Se abusar na escolha dos pratos da ceia, você pode fazer uma dieta mais leve nos dias que sucedem as festividades, a base de frutas e alimentos integrais. A água de coco é uma boa opção, principalmente para aqueles que exageraram um pouco na bebida alcoólica, pois é rica em sais minerais e hidrata o organismo mais rapidamente combatendo a &#8220;ressaca&#8221;. Aproveite o ano que se inicia e estabeleça metas e novos objetivos: inicie um programa de alimentação adequado às suas necessidades combinada à atividade física e tenha uma vida saudável.<br />
<br />
<em>O mais importante nesse momento é encher o coração de tudo que é bom como amor, paz, carinho, esperança, fraternidade&#8230; Deixe os anseios, tristezas, frustrações&#8230; bem longe dele.<br />
<br />
Que a paz do Deus verdadeiro reine em todos os lares!<br />
<br />
<strong>Boas festas !!</strong></em></p>
<blockquote><p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/catia_img_site.jpg" alt="Cátia" />Meu nome é <strong>Cátia</strong>, tenho 40 anos, sou professora e nutricionista.<br />
Me formei em nutrição a 17 anos atrás pela Universidade Santa Úrsula (USU). Trabalhei com alimentação coletiva em algumas empresas, prestei serviços em algumas comunidades carentes e atualmente estou trabalhando em creche onde dou aula de educação nutricional, além de elaborar cardápios, planejar o funcionamento do serviço e fazer atendimentos aos pais quando necessário. Trabalho também em consultório com atendimento clínico nutricional e dietoterapia. Faço algumas palestras quando me solicitam e as vezes trabalho em algumas ações sociais. Resumindo, atualmente minha área de atuação é: alimentação infantil, educação nutricional e dietoterapia (crianças  adultos).<br />
<strong>E-mail</strong>: <a class="linkification-ext" title="Linkification: mailto:catia_magalhaes_gomes@hotmail.com" href="mailto:catia_magalhaes_gomes@hotmail.com">catia_magalhaes_gomes@hotmail.com</a></p></blockquote>
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		<title>As Revoluções e o Cristianismo</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 11:03:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adlane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensando em tempos]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando se fala de revolução a primeira coisa que se pensa é em algum tipo de revolução socialista, como a soviética ou a cubana. Porém, há uma outra revolução que pode ser considerada, de certo modo, a mãe das idéias revolucionárias socialistas: é a revolução industrial. As transformações geradas pela produção industrializada foram tantas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/etiqueta_engemann.jpg" alt="Pensando em tempos" />Quando se fala de revolução a primeira coisa que se pensa é em algum tipo de revolução socialista, como a soviética ou a cubana. Porém, há uma outra revolução que pode ser considerada, de certo modo, a mãe das idéias revolucionárias socialistas: é a revolução industrial. As transformações geradas pela produção industrializada foram tantas e tão profundas que mudaram radicalmente a face da sociedade. Nenhuma sociedade que tenha passado pelo processo de industrialização o fez incólume.<br />
<br />
<span id="more-700"></span>Para começar a produção em larga escala gera a necessidade de mão-de-obra abundante e barata, além de um consumo tão amplo quanto a escala de produção. Estas necessidades são antagônicas, se uma parcela substancial da sociedade está trabalhando muito e ganhando pouco, obviamente não terá recursos para consumir. Logo, a produção, em escala cada vez maior, tem que ser enviada para fora da sociedade que a produz, de onde deve vir a matéria-prima para alimentar esta mesma produção. O que cria um sistema imperialista de relações exteriores das nações industrializadas, que, por seu turno, estabelece relações cruéis de dominação, associadas a uma divisão de recursos excludente em escala planetária e, em última instância, duas guerras mundiais.<br />
<br />
Se, do ponto de vista externo as conseqüências da industrialização são perversas, internamente não é muito diferente. As atividades agrícolas tradicionais sofrem dois tipos de alteração. Primeiramente, há a mercantilização da produção agrária, que se volta, em grande medida, para atender as necessidades da produção industrial. O caso da Inglaterra é bastante expressivo, pequenos cultivos foram substituídos por rebanhos de ovinos, que forneciam lã para a indústria têxtil. No Brasil do século XX, temos o desalojamento de cultivos alimentares para dar lugar ao café, à soja e à laranja, exportados para as grandes indústrias alimentícias. A outra alteração é a transformação das relações sociais no universo rural. Sendo derivada da primeira, esta segunda gera um corolário benéfico aos que manipulam o sistema como um todo, a geração de excedente de mão-de-obra nos distritos industriais.<br />
<br />
Voltando à Inglaterra do século XVIII, as transformações de que falamos implicam no que se chamou de “cercamento dos campos ou terras comunais”, isto é, as terras que eram cultivadas por grupos camponeses pobres passaram a ser administradas privadamente por grupos abastados. Isso redunda em êxodo rural, que incha as cidades, criando e mantendo uma farta reserva de mão-de-obra, o que mantêm os salários em queda quase permanente. No Brasil, temos um fenômeno algo semelhante. Nas da década de 1950 até a de 1970, recorrentes crises da pequena agricultura, privada de recursos emergenciais do erário, escoados em quase sua totalidade ao amparo de grandes latifúndios e do agrobusiness, somadas à expedientes como a grilagem (falsificação de títulos de propriedade de terra) e à truculência, empurrou toda uma geração para as cidades, engordando os bolsões de miséria das principais capitais e oferecendo mão-de-obra de baixa qualificação, mas com baixos salários.<br />
<br />
Daí chegamos às idéias revolucionárias: a pauperização dos trabalhadores urbanos no século XIX é um fenômeno presente em praticamente toda a Europa ocidental. As multidões de operários de olhar vazio e andar compassado atravessavam as grandes cidades todas as manhãs e nos finais dos dias. Essas marchas um tanto horrendas, não passaram desapercebidas aos principais intelectuais. De poetas a políticos, muitos perceberam que a pobreza excessiva estava se tornando uma chaga aberta nas cidades. Os pensamentos revolucionários surgiram da observação do sofrimento dos pobres, associado a um pessimismo em relação às iniciativas de distribuição de renda a partir dos ricos, que naquele momento esfolavam seus trabalhadores até o desespero. Um pessimismo não de todo infundado, uma vez que os donos das fábricas impunham jornadas de até 16 horas diárias, a salários tão baixos que os pais tinham que por seus filhos de 7 ou 8 anos de idade para trabalhar, já que seus salários não cobriam os gastos das crianças.<br />
<br />
É possível dizer que o pessimismo de que falamos, associado a um sentimento de indignação e a uma perspectiva fatalista e teleológica da história, tenha gerado movimento revolucionário pautado na violência. Karl Marx foi um dos principais expoentes deste tipo de solução. Sei que falar de Marx é um tabu dentro da esfera católica, mas me parece que Marx estava movido pela ideal correto, o da igualdade entre os homens. Embora estivesse apontando para a solução errada, a violência, estava movido por uma certa dose de compaixão pelo sofrimento do próximo. Por isso, creio que uma das virtudes destes pensadores do século XIX e de seus seguidores no século XX é a de pensar para além de si mesmos. A opção por um projeto coletivo de mundo, presente nos ideais da juventude até a década de 1970, contrasta com o que parece ter sido a vitória da Revolução Industrial. Explico-me.<br />
<br />
A ânsia de consumir também é uma resultante de um dos principais subterfúgios da industrialização: a propaganda. A propaganda é o instrumento que tem como objetivo nos fazer consumir além das nossas necessidades, na verdade, a propaganda cria necessidades. A vitória da Revolução Industrial está na perda de nossos critérios coletivos, as decisões da maioria hodierna são pautadas em critérios exclusivamente umbilicais. Nós, salvo gloriosas exceções, só nos preocupamos com o que é de nosso interesse imediato, o que equivale dizer que o individualismo chegou ao seu ápice em nossos dias.<br />
<br />
Perdemos todos, ateus e cristãos, a visão de uma sociedade mais justa. No máximo entendemos a necessidade de atos de solidariedade, mas perdemos do nosso horizonte a possibilidade de uma sociedade em que a solidariedade seja menos urgente. Em que esta não seja a única possibilidade de sustento de uma grande parte da população mundial. A desigualdade está a tal ponto naturalizada, que sequer pensamos mais seriamente em por fim a ela. Essa não é uma conversa de socialista démodé. Os documentos da Igreja, como a <em>Rerum Novarum</em>, falam na redução do abismo entre trabalhadores e patrões através do senso de justiça dos últimos para com os primeiros. Não é caridade, é justiça social.<br />
<br />
No Brasil, onde a questão social até bem pouco tempo era caso de polícia, a Igreja esteve envolvida nas últimas décadas em defesa de uma sociedade mais humana. Desde os movimentos contrários à tortura no regime militar até o apoio às lutas dos trabalhadores, a Igreja esteve presente, seja com as missas em manifestações, declarações de autoridades, ações concretas, campanhas da fraternidade, toda uma série de elementos que mostraram que a Igreja não está apenas envolvida na construção de um mundo mais cristão, ela está comprometida. No livro <em>O Monge e o Executivo</em> há uma definição interessante para a diferença entre estar envolvido e estar comprometido. Numa refeição de ovos com bacon, a galinha foi envolvida e o porco comprometido.<br />
<br />
Me entristece o péssimo hábito que adquirimos de jogar fora, após o banho, a bacia, a água e a criança. Abrimos mão de uma experiência riquíssima de compromisso com a concretização do Cristianismo no mundo, apenas por poder ser rotulado de “Teologia da Libertação” ou de marxismo, ainda que esteja dentro da Doutrina Social da Igreja. Não temos, no entanto, o mesmo receio de ver estimulado o egoísmo e a egolatria, apesar de poder ser classificado de “Teologia da Prosperidade”. Em ambas as “teologias” encontram-se erros, exageros e equívocos – alguns até as tornam incompatíveis com o Evangelho –, a bem do que se possa aproveitar de positivo, mantemos a mania de jogar fora a criança e a bacia junto com a água.<br />
<br />
Sei que muitos torcem o nariz para textos que tratam de temas tão desagradáveis, como pobreza, sofrimento, luta por um mundo melhor, talvez preferissem um bom informativo sobre as novidades tecnológicas ou a moda, ainda que não possam adquiri-las. É, sem dúvida, mais atraente a propaganda de celulares que fazem coisas das quais poucos realmente necessitam, mas que causam a satisfação de um ego hipertrofiado. Que Deus nos conduza à virtude da empatia pelo sofrimento alheio, para que nos constranja mais o personalismo que a busca por uma sociedade mais cristã.<br />
</p>
<blockquote><p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/carlos_img_site.jpg" alt="Carlos Engemann" /><strong>Carlos Engemann</strong> possui graduação com distinção acadêmica Magna cum Lauda em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2000), mestrado em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2002) e doutorado em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006). Atualmente é professor da Universidade Salgado de Oliveira e professor titular do Instituto Superior de Teologia do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil Império, atuando principalmente nos seguintes temas: escravidão, antropologia histórica e métodos quantitativos. É autor do livro &#8220;De Laços e de Nós&#8221;.<br />
<strong>E-mail</strong>: cenge mann@bol.com.br</p></blockquote>
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		<title>NATAL: Festa da união em Cristo</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 19:22:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adlane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Um só coração e uma só alma]]></category>

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		<description><![CDATA[Meus irmãos e irmãs. Querido Povo de Deus.

O Natal é sempre um acontecimento de muita festa onde os cristãos do mundo inteiro comemoram o nascimento de N. S. Jesus Cristo, que veio ao mundo como redentor e salvador da humanidade. É um acontecimento muito importante, pois, o povo, de vários modos, se mobiliza para preparar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/etiqueta_ba.jpg" alt="Uma só alma, um só coração" />Meus irmãos e irmãs. Querido Povo de Deus.<br />
</ br><br />
O Natal é sempre um acontecimento de muita festa onde os cristãos do mundo inteiro comemoram o nascimento de N. S. Jesus Cristo, que veio ao mundo como redentor e salvador da humanidade. É um acontecimento muito importante, pois, o povo, de vários modos, se mobiliza para preparar e organizar este grande momento e, nós fazemos parte, também, de toda preparação e organização dessa festa.<br />
</ br><br />
<span id="more-698"></span>No entanto, convido a todos para uma reflexão sobre o significado e o sentido de toda essa preparação e organização para a festa natalina em nossa vida. Seria um comportamento habitual e repetitivo embalado pela máquina comercial de todos anos com o anúncio de vendas de vários tipos de produtos como suposto presente de natal? O natal se resumiria somente na troca de presentes, nos jantares? Enfim, como podemos refletir o sentido do natal e torná-lo significativo em nossa vida, não como algo habitual, repetitivo, passageiro, mas convertê-lo em nosso coração como graça duradoura?<br />
</ br><br />
Vejamos bem. Nos diz a Sagrada Escritura, no Antigo Testamento, que o povo em pecado, clamava a Deus pela sua salvação. Deus, sempre misericordioso e amoroso, atendendo o pedido do seu povo, envia o seu Filho que nasce no seio de uma família. No exato momento do seu nascimento todas as atenções se convergem para o local onde se encontra Maria, José e o menino Jesus, ou seja, num estábulo de uma hospedaria, na cidade de Belém, em Judá. Para este local se dirigem os reis magos, simbolizando os continentes e ofertam os presentes, ouro, incenso e mirra como gestos de adoração e contemplação.<br />
</ br><br />
Nesta breve narrativa, podemos perceber que o nascimento de Jesus e um acontecimento de expansão universal que chega ao conhecimento de toda humanidade e por isso é motivo de muita alegria, e esperança  pois, o que era uma promessa, agora se tornou uma realidade.<br />
</ br><br />
Então, que ensinamentos podemos tirar desta grande festa em comemoração ao nascimento de Jesus Cristo?<br />
</ br><br />
Pensemos bem! Em todos os anos quando se inicia o mês de dezembro, o nosso pensamento, como se fosse uma bússola, começa a mudar de direção e todo o nosso movimento é em direção a Festa de Natal. Começamos a pensar nos preparativos, na organização de tudo o que temos de fazer para a chegada desse dia. Pensamos nas pessoas, nos presentes que temos de comprar pra elas e, aí, não deve faltar ninguém! Pensamos em nossos parentes distantes que não podemos estar juntos nesse dia. Desejamos “Feliz Natal” a todos, mesmo aqueles que nem conhecemos.<br />
</ br><br />
Muitos enfeitam suas portas, suas janelas! As crianças, alimentadas nas suas imaginações esperam pelo presente do Papai Noel. As grandes ceias são preparadas, afinal de contas a família deve estar reunida para o grande banquete, e isso, é muito bom! Os sinos tocam, a Igreja chama para celebrar e na Missa o ápice da nossa comunhão: Jesus Cristo.<br />
</ br><br />
Pois é isto. Todo o nosso movimento de preparação, organização de ceias, os presentes, as lembranças de nossos parentes distantes, os desejos de felicidades, enfim tudo isso tem um significado que deve ser convertido num gesto concreto e diário em nossa vida que é o sentido da união. A união é o grande sentido da festa natalina. Como disse Jesus: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10,30), nós também em Cristo devemos ser um. A comemoração do Natal deve ser uma grande festa para todos nós, uma festa da família humana reunida em um só coração e uma só alma. A FESTA DA UNIÃO EM CRISTO.<br />
</ br></p>
<blockquote><p><strong>José Ferreira (Bá)</strong> é Diácono Permanente, foi ordenado em 1º de maio de 2004. Possui um histórico acadêmico com aprovação em diversas disciplinas pelo Instituto Superior de Ciências Religiosas no campo da Filosofia, Teologia, Sociologia, Psicologia e Pedagogia, além de participações em Simpósios Filosóficos e Teológicos.  Atualmente exerce sua diaconia na Paróquia N. S. de Fátima, no bairro de Olaria, na Diocese do Rio de Janeiro, onde auxilia nas diversas pastorais e movimentos.<br />
<strong>E-mail: </strong>diaconoba@hotmail.com</p></blockquote>
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		<title>Alimentação na Adolescência</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 16:44:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adlane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas Nutricionais]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá!!
Pegando gancho na matéria passada, vamos falar um pouquinho sobre a alimentação na adolescência?

Esta fase é caracterizada por muitas mudanças físicas, psicológicas e sociais, e é claro que tudo isso influenciará na alimentação.

Assim como na infância, uma alimentação balanceada na adolescência também é muito importante, para satisfazer as elevadas necessidades de nutrientes, e criar bons [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/etiqueta_catia.jpg" alt="Dicas Nutricionais" />Olá!!<br />
Pegando gancho na matéria passada, vamos falar um pouquinho sobre a alimentação na adolescência?<br />
<br />
Esta fase é caracterizada por muitas mudanças físicas, psicológicas e sociais, e é claro que tudo isso influenciará na alimentação.<br />
<br />
<span id="more-695"></span>Assim como na infância, uma alimentação balanceada na adolescência também é muito importante, para satisfazer as elevadas necessidades de nutrientes, e criar bons hábitos alimentares. Por isso, a alimentação do adolescente deve conter alimentos como feijão, arroz, macarrão,carnes, pães, leite e derivados, frutas, verduras e legumes. Não se esquecendo da importância de beber água em quantidade suficiente para hidratar e desintoxicar o organismo.<br />
<br />
Mas será que a pizza, a batata frita, o refrigerante estão totalmente abolidos da dieta?? É claro que não. Devemos respeitar também os hábitos alimentares que nesse período, são muito influenciados pelos amigos, pelo grupo de adolescente ao qual pertencem.<br />
<br />
Então, como lidar com a situação?<br />
<br />
Simples. É preciso negociar com ele os momentos em que poderá comer um hambúrguer, por exemplo. Mas sempre ressaltando que alimentos mais saudáveis devem fazer parte de nossa rotina e não as frituras, doces, gorduras e refrigerantes, esses serão ingeridos eventualmente.<br />
<br />
Ah!! Não se esqueça que é preciso dar exemplo!<br />
<br />
Não adianta dizer para o adolescente que ele precisa se cuidar se você não se cuida ou não facilita isso pra ele. Diz que o refrigerante só será bebido no final de semana e enche a geladeira do mesmo!!! Aí não tem jeito ele irá beber o “refri” todo dia.<br />
<br />
Outro cuidado muito importante que devemos ter é com os distúrbios alimentares que podem aparecer nesta fase.<br />
<br />
Os distúrbios mais conhecidos são a bulimia e a anorexia. São transtornos alimentares que estão diretamente ligados a fatores psicológicos e podem levar a perda de peso exagerado porque o indivíduo deixa de comer, no caso da anorexia ou ingere grande quantidade de alimentos seguido de vomito provocado ou até uso indiscriminado de laxantes, no caso da bulimia, que poderá levar a sérios problemas gastroenterológicos.<br />
<br />
O mais importante é que nossos adolescentes precisam se sentir amado e bem cuidados. Baixa auto – estima, falta de atenção por parte dos pais, expectativas exageradas em torno do adolescente, comparações e a busca por um  padrão de beleza pré determinado podem levar a esses distúrbios.<br />
<br />
Enfim, vamos terminar com esquema alimentar que atendam as principais necessidades nutricionais de um adolescente saudável?<br />
<br />
No café da manhã, principal refeição do dia, não pode faltar o leite ou um derivado fonte de cálcio importantíssimo para o crescimento, pão com manteiga, um achocolatado ou um cereal, pois é uma boa fonte de energia, e se ainda couber, uma fruta ou um suco de frutas.<br />
<br />
Entre o café da manhã e o almoço é bom fazer um lanchinho que pode ser uma fruta ou um iogurte ou ainda um sanduíche.<br />
<br />
No almoço e no jantar é muito bom comer feijão com arroz, uma porção de carne, uma porção de verduras e de legumes.<br />
<br />
O lanchinho da tarde pode conter um sanduíche de queijo, por exemplo, e um copo de suco ou leite.<br />
<br />
E antes de dormir um copinho de leite também faz muito bem para saúde.<br />
<br />
Lembrem-se o mais importante é ingerir a quantidade de nutrientes adequada para as necessidades de seu corpo. Pessoas que fazem atividade física intensa ou que estão acima do peso devem procurar um profissional para fazer uma avaliação e um esquema alimentar adequado. Não caia nessa de fazer dieta por modismo, sem consultar antes um profissional, pois poderá acarretar sérios danos a sua saúde.<br />
<br />
Grande beijo e que Deus nos abençoe!!</p>
<blockquote><p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/catia_img_site.jpg" alt="Cátia" />Meu nome é <strong>Cátia</strong>, tenho 40 anos, sou professora e nutricionista.<br />
Me formei em nutrição a 17 anos atrás pela Universidade Santa Úrsula (USU). Trabalhei com alimentação coletiva em algumas empresas, prestei serviços em algumas comunidades carentes e atualmente estou trabalhando em creche onde dou aula de educação nutricional, além de elaborar cardápios, planejar o funcionamento do serviço e fazer atendimentos aos pais quando necessário. Trabalho também em consultório com atendimento clínico nutricional e dietoterapia. Faço algumas palestras quando me solicitam e as vezes trabalho em algumas ações sociais. Resumindo, atualmente minha área de atuação é: alimentação infantil, educação nutricional e dietoterapia (crianças  adultos).<br />
<strong>E-mail</strong>: <a class="linkification-ext" title="Linkification: mailto:catia_magalhaes_gomes@hotmail.com" href="mailto:catia_magalhaes_gomes@hotmail.com">catia_magalhaes_gomes@hotmail.com</a></p></blockquote>
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		<title>Das pequenas oportunidades, maiores aparecem</title>
		<link>http://www.pnsfatima.org.br/das-pequenas-oportunidades-maiores-aparecem/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 16:28:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adlane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Janela da cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas colunas atrás, lembro-me de termos conversado um pouco sobre a ausência ou escassez de eventos culturais perto de nós. Soma-se a isso, o fato de que, na maioria das vezes, bons eventos são caros. Mas como aproveitar boas oportunidades que surgem? Irmãos, o remédio contra alguns desses males está na informação, e usar bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/etiqueta_helinho.jpg" alt="Janela da cultura" />Algumas colunas atrás, lembro-me de termos conversado um pouco sobre a ausência ou escassez de eventos culturais perto de nós. Soma-se a isso, o fato de que, na maioria das vezes, bons eventos são caros. Mas como aproveitar boas oportunidades que surgem? Irmãos, o remédio contra alguns desses males está na informação, e usar bem as ferramentas que temos pode ser uma excelente estratégia. Vamos aos exemplos?<br />
<br />
<span id="more-687"></span>Numa reunião do nosso recém-formado grupo de jovens, perguntou-se a eles quem tinha acesso à internet. Não me espanta que todos eles tenham respondido que regularmente acessam à rede. Pois é, você que está lendo este artigo agora, também está usando essa ferramenta. Aqui você pode descobrir o que fazer de muito interessante, e por muito pouco.<br />
<br />
Muitos de nós, além de seus perfis no Orkut, rede social predominante no Brasil, já entraram na onda do <span style="text-decoration: underline;"><a title="Twitter" href="http://twitter.com/" target="_blank">Twitter</a></span>. Além de seguir seus amigos, instituições e famosos favoritos, ao participar desta rede, você descobrirá quantos eventos estão rolando e suas promoções. Eu mesmo, que <span style="text-decoration: underline;"><a title="Wellington Campos" href="http://twitter.com/wocampos" target="_blank">estou lá</a></span> desde o fim de maio, já fui contemplado em dois sorteios de instituições que sigo. Quer melhor? Enquanto se navega na net, arruma-se tempo para um ingresso 0800 num evento badalado&#8230;<br />
<br />
Fora desse aspecto, há ainda os eventos que anualmente rolam na cidade e que muitas vezes deixamos passar. Já ouviu falar do “<span style="text-decoration: underline;"><a title="Teatro para Todos" href="http://www.aptr.com.br/teatroparatodos/" target="_blank">Teatro para Todos</a></span>”? É uma campanha que dura aproximadamente um mês (este ano vai de 20 de novembro a 20 de dezembro), na qual grandes espetáculos em cartaz nos teatros da cidade são oferecidos por preços bem mais baixos (de R$5,00 a R$25,00).<br />
<br />
Assim como essa campanha, ainda temos a “<span style="text-decoration: underline;"><a title="Carioquinha" href="http://www.carioquinha.com.br/site/apresentacao.asp" target="_blank">Carioquinha</a></span>”, durante a baixa temporada turística, que traz descontos aos moradores do Rio e Grande Rio para o ingresso nossos próprios pontos turísticos (quantos de nós ainda não conhecem o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor e o Jardim Botânico, por exemplo?). E o “<span style="text-decoration: underline;"><a title="Projeta Brasil Cinemark" href="http://www.cinemark.com.br/acao/projetabrasil.html" target="_blank">Projeta Brasil Cinemark</a></span>”? No início de novembro, a rede de cinemas dedica suas 410 salas durante um dia inteiro ao cinema nacional. Esse ano, foram 32 filmes a módicos R$2,00.<br />
<br />
É bom estar sempre atento, além desses exemplos, sempre há uma novidade aparecendo. Sempre que eu souber de uma delas, deixarei aqui.<br />
<br />
Ah, e se você ficou curioso com essa história de “grupo de jovens”, ponha-se em oração por eles. Queremos muito que esse grupo persevere e ganhe corpo dentro de nossa comunidade.<br />
<br />
Um abraço forte. Pax!</p>
<blockquote><p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/wellington_img_site.jpg" alt="Wellington Campos" /><strong>Wellington Campos</strong> é Filósofo Eclesiástico, Engenheiro Químico e Professor de Química. Autor do blog &#8220;<a title="Texto e Contexto" href="http://textoecontexto.wordpress.com/" target="_blank">Texto e Contexto</a>&#8220;. Integrante do Ministério de Música Frutos do Altar. Mais do que tudo isso, um admirador curioso da Cultura, das Artes e do comportamento humano.<br />
<strong>E-mail:</strong> <a class="linkification-ext" title="Linkification: mailto:wellington.pnsf@gmail.com" href="mailto:wellington.pnsf@gmail.com">wellington.pnsf@gmail.com</a></p></blockquote>
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		<title>Indelevelmente Humano</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 17:35:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adlane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensando em tempos]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu acho particularmente interessante o questionamento que persiste pelos últimos dois séculos sobre o que nos diferencia dos outros animais. O livro do Gêneses nos conta que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança, descrevendo com isso que o ser humano é ontologicamente dessemelhante das demais criaturas. Por outro lado, a genética nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/etiqueta_engemann.jpg" alt="Pensando em tempos" />Eu acho particularmente interessante o questionamento que persiste pelos últimos dois séculos sobre o que nos diferencia dos outros animais. O livro do Gêneses nos conta que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança, descrevendo com isso que o ser humano é ontologicamente dessemelhante das demais criaturas. Por outro lado, a genética nos coloca um outro aspecto: os grandes símios – gorilas, chipanzés e orangotangos – são geneticamente quase idênticos a nós. Os chipanzés chegam a ter mais de 98% de semelhança com o nosso DNA. Não obstante a isso, parece óbvio que os humanos foram dotados com algo mais que não está presente na natureza dos animais em geral.<br />
<br />
<span id="more-684"></span>Na antropologia religiosa a resposta, embora bastante complexa, não é difícil de ser aferida. Apenas os seres humanos tem capacidade de transcender, isto é, de perceber um limite e, ao mesmo tempo, imaginar a sua transposição. Aos animais os limites são invisíveis, no sentido de que não são percebidos como tais. Os animais não projetam a superação de seus limites, não obstante criem soluções imediatas para seus problemas. A haste que serve ao macaco para “pescar” cupins não se torna para ele um instrumento, como as ferramentas o são para os artífices, o instrumento para o músico, os navios para os marinheiros, os livros para os eruditos,&#8230; Só os humanos desenvolvem relações específicas com os instrumentos de seu ofício, assim como só os humanos são capazes de compreender realidades abstratas e imateriais, como a vida após a morte, a existência de seres totalmente imateriais e superiores e, por fim, uma dimensão transcendente, diferente da dimensão imanente, embora com ela conectada. Em uma palavra, só os humanos podem ter religião, e de fato, até o século XVIII, todos tinham algum tipo de crença transcendente.<br />
<br />
A ciência segue às apalpadelas. Em geral, as definições dos cientistas, até recentemente, foram muito mais negando aos animais habilidades que percebem nos humanos, do que identificando uma essência humana propriamente dita. Começou com a definição de racionalidade, então os animais seriam irracionais, mas as dificuldades em se definir consensualmente o que de fato é raciocínio levou ao abandono da dicotomia da razão. A capacidade do uso de ferramentas chegou a ser levantada como habilidade humana e incapacidade animal, o que não resistiu à observação da vida selvagem. Foram progressivamente sendo observados vários usos de ferramentas por animais: grandes e pequenos símios, lontras, corvos,&#8230;<br />
<br />
Daí me parece que, com a descoberta da proximidade genética, passou-se a utilizar termos, até então, exclusivos da descrição dos homens, como cultura e aprendizado, também para outros animais. Acho que uma tal aproximação entre homens e animais tem haver com uma certa decepção com o comportamento humano. A proliferação de guerras, o efeito estufa, a fome disseminada e a miséria produzida pela perversidade humana, criaram um ambiente propício à suposição da redução das fronteiras entre humanidade e animalidade, entre civilidade e selvageria. Esse é o mesmo contexto que obrigou à Igreja a chamar a atenção para uma “ecologia humana”, ou seja, que se cultivasse uma preocupação preservacionista com os grupos humanos cuja extinção também é iminente.<br />
<br />
A história também teve que se deparar com essa questão. Só para citar dois temas em que os historiadores se deparam com ela diretamente, temos os estudos sobre a escravidão e o holocausto. Quanto à escravidão é mais simples de entender. Um grupo gigantesco de seres humanos, oriundos da diáspora africana, cerca de 10 milhões de pessoas para ser mais específico, foram tratados em algum momento de suas vidas como não-homens. No entanto, o que os novos estudos mostram é que isso não era uma constante na vida dos escravos, isto é, os escravos não eram permanentemente vistos como mercadorias ou animais. Isso se restringia a momentos muito específicos e, em geral, apenas na documentação administrativa e comercial. No momento da compra, do leilão, do inventário, da hipoteca, ou de outros atos administrativos, tratavam-nos por peças ou mesmo gado (humano), ou ainda junto com os semoventes (propriedades que se movem: bois, cavalos, mulas, porcos,&#8230;), porém no cotidiano a sua humanidade era evidente. Atos religiosos, como batismo, matrimônio, sepultamento, manutenção de irmandades, tudo que os católicos poderiam auferir do clero, os escravos o poderiam igualmente. O que os configura como humanos, já que animais não recebem sacramentos. Mesmo senhores de escravos tratavam-nos como gente, inferior, subalterna, mas gente. O Barão de Paty de Alferes diz que não se deve levar os cativos ao extremo aperreamento, recomendando que se fizessem concessões para festas e manifestações culturais, sob pena de revolta e prejuízo direto ou indireto.<br />
<br />
Um segundo momento em que historiadores se deparam com a tentativa de desumanização de uma dada população foi o massacre dos campos de concentração nazistas da Segunda Guerra. O que pouco se comenta é que a base para essas atrocidades foi a ciência da época, a genética inclusive. A divisão da humanidade em raças foi o suporte ideológico-científico que permitiu aos nazistas por em marcha a chamada “solução final”. A origem desse pensamento não está na Alemanha, está com antropólogos das Américas, em especial dos EUA. Estes cientistas estavam tentando resolver o problema do convívio entre brancos e negros não apenas no norte, mas aqui, no país sem preconceitos, também. As soluções dos colegas norte-americanos foram mais radicais: passaram pelo uso da população negra como cobaia em estudos com enfermidades potencialmente fatais (como a sífilis, no Alabama) até a possibilidade de criar um programa de esterilização em massa e compulsório. Tudo baseado na crença científica de que os negros eram uma outra raça, naturalmente inferior.<br />
<br />
Na primeira metade do século XX, os nazistas utilizaram estas idéias que, diga-se de passagem, já eram tidas como cientificamente provadas, para convencer boa parte da Europa de que os judeus eram nocivos, anti-raça, inumanos. Todos os países ocupados pelos alemães entregaram judeus “para serem levados no projeto de colonização do leste do rio Elba” (como dizia a propaganda nazista), embora muitos soubessem que havia algo diferente acontecendo. Assim foi possível erguer a rede de campos de concentração sem que os envolvidos – salvo as gloriosas exceções – chegassem a um drama de consciência com a morte de seis milhões de judeus, três quartos da população judaica da Europa. Estava tudo referendado pela ciência.<br />
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Porém, dentro do campo, em condições extremas, na ausência dos meios mínimos de sobrevivência, os prisioneiros buscavam formas de se manter. Há, no livro de memórias É isto um homem?, escrito pelo sobrevivente Primo Levi, uma descrição do ritual de higienização imaginado pelo delírio nazista. Obviamente imaginado, uma vez que a ausência de sabão e a imundice da água não permitiam sequer que tal ritual se aproximasse de algum resultado. Levi parece ter percebido isso rapidamente, daí a sua má vontade para com esse processo. Porém, para Steinlauf, ex-sargento do exército austro-ungaro, a higiene pessoal funciona como uma forma de reação, uma forma de manter a “estrutura de humanidade”.<br />
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Com Levi foi diferente, não foi o pseudo-asseio que o permitiu manter-se culturalmente vivo. No capítulo “O canto de Ulisses”, ele mostra um dos seus artifícios para a manutenção da própria humanidade. O esforço para ensinar a língua materna (italiano) a Jean, a bem da aparente inutilidade de se ensinar ou aprender qualquer coisa que não fosse absoluta e imperativamente prática e útil, pôde retirá-lo, ainda que por instantes do mundo insano em que se achava imerso.<br />
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Para além das atitudes pessoais e íntimas, o campo apresentava uma vida social que parecia teimar em manter-se humana. A existência de atividades de troca à base de pão como moeda, entre outras coisas, torna patente que a subtração dos aspectos humanos, ainda que estes possam parecer exíguos e esmaecidos, não se concretiza, nem por meio de mecanismos de repressão, ainda que de violência extremada. Ao contrário, quanto maior a penúria, tanto maior o desejo de aplacá-la, que é de onde surgem os fachos de humanidade.<br />
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Sendo assim, na história, as aplicações de violência e força para desumanizar populações se mostraram infrutíferas, a bem de suas ferocidades. Seria, então, impossível a outro subtrair a humanidade de alguém, quaisquer que fossem os meios empregados? Me parece que sim. A humanidade é algo que só perdemos quando a entregamos. Quando abrimos mão de nossas capacidades intrínsecas, ou seja, a capacidade de ver além, de mirar a eternidade, tornamo-nos um pouco menos humanos. Quando usamos as coisas que passam para nos afastar das que não passam, abandonamos um pouco mais a semelhança com o Pai. Observando, com a história, pessoas a quem violentamente se tentou solapar a condição humana e que isso não foi possível aos algozes, chegamos à conclusão de que aquele sopro que penetrou as narinas da humanidade não pode ser removido, salvo seja soprado para fora. Afinal, somos indelevelmente humanos.<br />
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<blockquote><p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/carlos_img_site.jpg" alt="Carlos Engemann" /><strong>Carlos Engemann</strong> possui graduação com distinção acadêmica Magna cum Lauda em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2000), mestrado em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2002) e doutorado em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006). Atualmente é professor da Universidade Salgado de Oliveira e professor titular do Instituto Superior de Teologia do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil Império, atuando principalmente nos seguintes temas: escravidão, antropologia histórica e métodos quantitativos. É autor do livro &#8220;De Laços e de Nós&#8221;.<br />
<strong>E-mail</strong>: cenge mann@bol.com.br</p></blockquote>
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		<title>Seduzistes-me, Senhor; e eu me deixei seduzir!</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 11:19:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adlane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Um só coração e uma só alma]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/etiqueta_ba.jpg" alt="Uma só alma, um só coração" /><em>Amados irmãos e irmãs, querido povo de Deus, aqui estamos novamente com mais uma leitura que nos convida a uma reflexão sobre a nossa missão neste mundo em resposta ao chamado de Nosso Senhor Jesus Cristo. Trata-se de um texto Bíblico sobre as Confissões de Jeremias, muito apropriado para o tempo que estamos vivendo e que precisamos assumir um compromisso de mudança de mentalidade e comportamento ao invés de simples lamentações sem nada fazer. Por isso, vamos fazer essa leitura e juntos refletirmos em que devemos mudar, para que estejamos unidos num só coração e numa só alma.</em><br />
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<span id="more-680"></span>Lendo os textos dos referidos capítulos referentes as “Confissões” de Jeremias, senti-me sensibilizado diante da narrativa do Cap. 20,7ss pelo extravasamento de sua queixa à Deus que não o socorre diante das dificuldades e obstáculos que se fazem presentes no seu caminho. Caminho este, que o próprio Deus o colocou.<br />
</ br><br />
Refletindo este texto me veio ao pensamento que tão semelhante palavra dirá ou tão semelhante atitude terá toda a criatura humana que num determinado momento de sua vida sentiu no intimo de sua alma uma forte inquietação, e que de imediato não conseguindo identificar tal inquietação sente-se impelido a desvendar tal mistério que invade e revoluciona seu espírito e modifica o seu comportamento e que afinal, esse mistério  revela-se para si como um “chamado de Deus”.<br />
</ br><br />
<strong>Seduzistes-me, Senhor; e eu me deixei seduzir!</strong> A sedução de Deus não se compara a sedução do mundo que corrompe, perverte. A sedução de Deus é seu encantamento, é seu fascínio&#8230; <strong>Encantaste-me, Senhor; e eu me deixei fascinar!</strong> Digo eu, inspirado escrevendo este texto. E quem poderá resistir? É a fortaleza divina sobrepondo a fortaleza humana! É o querer divino sobrepondo o querer humano. É o arrebatamento de Deus! “E o barco está em alto mar, não dá mais para voltar&#8230;” diz a música.<br />
</ br><br />
E é ai que começa o grande desafio! O relacionamento do homem consigo mesmo, o relacionamento com o próximo e o relacionamento com Deus, continua sendo a grande questão não só nos tempos dos profetas, mas também nos dias de hoje e, sobretudo neste tempo chamado pós-moderno. Administrar essa “tríade” relacional é o grande desafio da humanidade em todos os tempos. É o nosso desafio!<br />
</ br><br />
Os Bispos, Presbíteros, Diáconos, Religiosas, Religiosos, Leigos, enfim, todos são suscitados por Deus e tem também sua missão de governar, ensinar e santificar, conforme os sacramentos recebidos. Essa missão não é diferente da dos tempos dos profetas, porque nós também continuamos a pecar, arrepender-se e buscar o perdão de Deus.<br />
</ br><br />
Para quem recebeu de Deus a missão de evangelizar sempre terá em seu caminho a árdua tarefa de se confrontar com as mais diversas situações de conflitos existenciais e religiosas, esperadas e inesperadas, que irá exigir do evangelizador o exercício e a perseverança da fé, da esperança e da caridade em Deus para não sucumbir frente a esses desafios.<br />
</ br><br />
<strong>Seduzistes-me, Senhor; e eu me deixei seduzir</strong>, diremos todos nós, não como queixa, mas com o coração exultante de alegria por ter sido conhecido e escolhido desde o seio materno e “antes do nascimento ser consagrado e designado profeta das nações”  ser enviado e ordenado a falar das maravilhas do Criador e sua criatura e que apesar de tudo não devemos ter medo e Ele mesmo disse: “No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo” (Jô 16,33) Assim amados irmãos, nós também, unidos em um só coração e numa só alma haveremos também de vencer este mundo. Boa leitura e uma boa reflexão.</p>
<blockquote><p><strong>José Ferreira (Bá)</strong> é Diácono Permanente, foi ordenado em 1º de maio de 2004. Possui um histórico acadêmico com aprovação em diversas disciplinas pelo Instituto Superior de Ciências Religiosas no campo da Filosofia, Teologia, Sociologia, Psicologia e Pedagogia, além de participações em Simpósios Filosóficos e Teológicos.  Atualmente exerce sua diaconia na Paróquia N. S. de Fátima, no bairro de Olaria, na Diocese do Rio de Janeiro, onde auxilia nas diversas pastorais e movimentos.<br />
<strong>E-mail: </strong>diaconoba@hotmail.com</p></blockquote>
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		<title>Um ombro de pai</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 11:59:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adlane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Um passeio pela vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Para minha felicidade, sempre me deparo com uma cena que me encanta muito. Já a tenho presenciado muitas vezes com o meu irmão e o meu cunhado como protagonistas: um pai carregando seu filho no ombro.

Nossa! Isso verdadeiramente me encanta! Me faz pensar no papel do pai na vida do seu filho. Carregar um filho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/etiqueta_beth.jpg" alt="Um passeio pela vida" />Para minha felicidade, sempre me deparo com uma cena que me encanta muito. Já a tenho presenciado muitas vezes com o meu irmão e o meu cunhado como protagonistas: <strong>um pai carregando seu filho no ombro.</strong><br />
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<span id="more-677"></span>Nossa! Isso verdadeiramente me encanta! Me faz pensar no papel do pai na vida do seu filho. Carregar um filho no ombro é o mesmo que conduzir o seu futuro, dando-lhe bons exemplos, educação e principalmente, amor. Um gesto que traduz para a criança, que aquele homem é forte, é grande&#8230; é o seu pai! O pai que com seus braços o ergue até seus ombros e deste ombro terão a melhor visão: a possibilidade de enxergar o mundo de cima para baixo; uma perspectiva inusitada para muitos filhos.<br />
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Como seria bom se todos nós pudéssemos lembrar desse instante mágico: ser carregado com amor e segurança por um homem que tem a força que <strong>só um pai tem</strong>. Um gesto simples e em sua maioria, despercebido.<br />
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Se pudéssemos fazer uma enquete com todos os filhos no momento em que são colocados de volta ao chão, com certeza nos diriam: “<em>Foi fantástico!</em>” Bem, isso é claro, a enquete só seria possível após as ‘choramingações’, birras e manhãs com a descida.<br />
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Bem, e assim eu fico sempre me encantando com os ombros preenchidos por crianças que, com certeza, vivem uma das melhores coisas de serem filhos.</p>
<blockquote><p><strong>Maria Elizabeth Vieira (Beth)</strong> é presidenta dos Vicentinos na Paróquia Nossa Senhora de Fátima de Olaria.</p></blockquote>
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