<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Paróquia Nossa Senhora de Fátima &#187; Janela da cultura</title>
	<atom:link href="http://www.pnsfatima.org.br/category/janela-da-cultura/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.pnsfatima.org.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Tue, 20 Jul 2010 12:56:47 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Santuários Marianos no Rio de Janeiro</title>
		<link>http://www.pnsfatima.org.br/santuarios-marianos-no-rio-de-janeiro/</link>
		<comments>http://www.pnsfatima.org.br/santuarios-marianos-no-rio-de-janeiro/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 10:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adlane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Janela da cultura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pnsfatima.org.br/?p=746</guid>
		<description><![CDATA[Olá, irmãos!

Depois de uma incômoda pausa, a Janela da Cultura se abre novamente. Durante o mês passado, por conta da celebração de nossa padroeira, fomos levados a viver intensamente uma espiritualidade mariana. Proponho então a vocês um passeio pela cidade em busca de Igrejas dedicadas à Mãe do Céu. Não quero listar as paróquias marianas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/etiqueta_helinho.jpg" alt="Janela da cultura" />Olá, irmãos!<br />
<!-- br--><br />
Depois de uma incômoda pausa, a Janela da Cultura se abre novamente. Durante o mês passado, por conta da celebração de nossa padroeira, fomos levados a viver intensamente uma espiritualidade mariana. Proponho então a vocês um passeio pela cidade em busca de Igrejas dedicadas à Mãe do Céu. Não quero listar as paróquias marianas da Arquidiocese, é claro. Quero apenas deixar a dica de alguns lugares de incrível beleza. Caso você os conheça, ou vá conhecer algum deles, deixe seu recado para nós, contando o que achou.<br />
<!-- br--><br />
<span id="more-746"></span></p>
<h2>Igreja de Nossa Senhora da Candelária</h2>
<p><img class="align center" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/igreja_de_nossa_senhora_da_candelaria.jpg" alt="Igreja de Nossa Senhora da Candelária" /><br />
<!-- br--><br />
Quem nunca se impressionou com a beleza dessa igreja imponente no fim da Avenida Presidente Vargas? Um refúgio no meio da agitação do Centro, a Igreja da Candelária é um dos monumentos religiosos mais importantes do Rio de Janeiro. Sua origem é atribuída a uma história (talvez fictícia), segundo a qual, no início do século XVII, uma tempestade quase fez naufragar um navio chamado Candelária. Neste navio viajavam os espanhóis Antônio Martins Palma e Leonor Gonçalves. O casal fez uma promessa de edificar uma ermida dedicada a Nossa Senhora da Candelária caso escapassem com vida. Uma vez que a nau aportou no Rio de Janeiro, o casal fez construir uma pequena capela no local da atual Igreja da Candelária, em 1609.<br />
<!-- br--><br />
De lá para cá, aquela ermida foi ampliada e decorada de forma a ser considerada hoje a maior Igreja da cidade, excluindo-se a Catedral de São Sebastião.  Sua construção só findou em 1898, após receber as pinturas de Zeferino da Costa (um dos pontores brasileiros mais importantes), com quatro painéis  que retratam fatos da vida de Nossa Senhora: o Esponsório, a Anunciação, a Purificação e a Assunção. Datam também do século XIX a decoração e as portas de bronze ricamente talhadas. Nesta época, a igreja ficava colada em outras edificações, e só quando foi aberta a Avenida Presidente Vargas, na década de 50, ela ganhou o destaque hoje visto.</p>
<h2>Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro</h2>
<p><img class="align center" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/igreja_de_nossa_senhora_da_gloria_do_outeiro.jpg" alt="Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro" /><br />
<!-- br--><br />
Com paredes caiadas, emolduradas por pedras de granito, é uma das primeiras igrejas coloniais brasileiras com planta poligonal em estilo barroco. No Brasil colônia, igrejas de planta poligonal foram construídas nessa mesma época também no Recife (Igreja de São Pedro dos Clérigos, iniciada em 1723) e em Salvador (Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, iniciada em 1739). A forma geral da igreja, de dois octógonos com torre na entrada, não tem antecedentes no Brasil nem antecedentes claros em Portugal. A historiografia registra controvérsias quanto à autoria e à data da construção do templo definitivo. Porém a versão mais aceita, é a de que as obras datam da primeira metade do século XVIII (em torno de 1714), tendo sido a construção concluída em 1739.<br />
<!-- br--><br />
A Igreja da Glória foi recentemente recuperada com auxílio do BNDES. Em seu interior e exterior foram recuperados cobertura, fachadas, muros, paramentos, forros, altares, talhas, calhas e sistema elétrico.<br />
<!-- br--><br />
Quando foi visitar o Outeiro, é interessante também conhecer o Museu Mauro Ribeiro Viegas, que foi inaugurado em 1942, com o nome de Museu Artístico. Este museu, que possui um acervo de quase 1000 peças catalogadas, passou um longo período fechado, e foi reaberto ao público em 1985.</p>
<h2>Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé</h2>
<p><img class="align center" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/igreja_de_nossa_senhora_do_carmo_da_antiga_se.jpg" alt="Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé" /><br />
<!-- br--><br />
No final do século XVI, chegaram ao Rio de Janeiro os carmelitas. Estes receberam como doação uma capelinha dedicada a Nossa Senhora do Ó, na então Rua Direita. Ao lado desta capela foi construído o Convento do Carmo. Na segunda metade do século XVIII, um novo templo começou a ser construído. Sua construção durou quinze anos, sendo esta igreja sagrada em 22 de Julho de 1770. A Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé já foi chamada de Capela Real ou Imperial, pois foi lá onde os monarcas do país foram coroados no século XIX. A igreja localiza-se em frente à histórica Praça XV, ao lado dos edifícios coloniais do antigo Convento do Carmo e da Igreja da Ordem Terceira do Carmo.<br />
<!-- br--><br />
O templo apresenta planta primitivamente no formato de uma cruz latina, como a Igreja da Candelária. A fachada principal da Igreja do Carmo é um tanto assimétrica por conta do posicionamento da torre, longe do corpo central. No início do século XX a fachada e a torre foram bastante alteradas. A estátua em um nicho da fachada representa o santo padroeiro da cidade, São Sebastião. Em 2008 o templo foi restaurado, em função das comemorações do bicentenário da chegada da família real portuguesa ao Brasil.</p>
<h2>Santuário de Nossa Senhora da Penha de França</h2>
<p>Dediquemos um pouco mais de espaço à nossa ilustre vizinha, a igreja que abriga o Santuário de Nossa Senhora da Penha de França. Devido a essa proximidade, creio que todos ou quase todos nós, paroquianos de Nossa Senhora de Fátima, já estivemos por lá. Conheçamos então um pouco da história desse santuário.<br />
<!-- br--><br />
No ano de 1635, um capitão chamado Baltazar de Abreu Cardoso subia o penhasco (grande pedra) para ver as plantações que possuía. Baltazar foi atacado por uma serpente e, por ser devoto de Nossa Senhora, pediu socorro a ela, gritando: &#8220;Minha Nossa Senhora, valei-me!&#8221;. Surgiu então um lagarto, predador de serpentes, e os dois animais lutaram até a morte. Recuperado do susto, Baltazar atribuiu a aparição tão oportuna do lagarto à proteção de Nossa Senhora e mandou construir ali uma igreja, como forma de gratidão. Nesta pequena capela Baltazar pôs uma imagem de Nossa Senhora.<br />
<!-- br--><br />
Diz a história que, “se antes o Capitão Baltazar subia o penhasco para ver as suas plantações, a partir daí passou a subir também para agradecer tão primoroso gesto de carinho que a Mãe do Céu teve para com ele. Assim como ele, também os seus parentes, amigos e vizinhos e até mesmo pessoas curiosas, que à distância viam a pequena capela, passaram a subir a grande pedra (daí vem a palavra Penha) uns para pedir e outros para agradecer graças alcançadas por intercessão da Senhora do alto do Penhasco – Penha. De tanto as pessoas dizerem: vamos à Penha visitar Nossa Senhora, passaram a dizer: vamos visitar Nossa Senhora da Penha.”<strong>(1)</strong><br />
<!-- br--><br />
No ano de 1870, a capela construída pelo Capitão Baltazar foi demolida, e construiu-se uma nova igreja em seu lugar. Houve também uma nova construção em 1900. Inicialmente foram construídas a igreja e uma torre que abrigava os sinos. Na ampliação de 1900, duas novas torres foram erguidas, além de ser instalado um carrilhão de vinte e cinco sinos, inaugurado em 1925.<br />
<!-- br--><br />
Hoje, para chegar ao alto do penhasco, contamos com 382 degraus (isso mesmo, aquela história de que eram 365 degraus, um para cada dia do ano, é lenda!), além de um bondinho, com capacidade de transportar até 500 pessoas por hora. Ao contrário de outros bondinhos encontrados na cidade, este é gratuito.<br />
<!-- br--><br />
<img class="align center" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/santuario_de_nossa_senhora_da_penha_de_franca.jpg" alt="Santuário de Nossa Senhora da Penha de França" /><br />
<!-- br--><br />
Existem muitas outras igrejas para indicarmos, mas isso vai ficar para um próximo papo. Vamos fazer o seguinte: vou deixar quatro dicas aqui, e vocês tentam descobrir quais são os outros quatro santuários marianos de que falaremos. Ok? 1) Fica escondidinha no Centro da cidade; 2) A lado dela o comércio é muito intenso; 3) Num recanto de Jacarepaguá encontramos um santuário único; 4) Perto de um hospital e do Corpo de Bombeiros há uma basílica belíssima.<br />
<!-- br--><br />
Vejo vocês na próxima. Um abraço forte. Pax!<br />
<!-- br--><br />
<em><strong>(1)</strong> 1 – <a title="Santuário da Penha" href="http://www.santuariopenhario.org.br/?secao=15256&amp;amp;categoria=15300&amp;amp;id_noticia=49891" target="_blank">Santuário da Penha</a></em></p>
<blockquote><p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/wellington_img_site.jpg" alt="Wellington Campos" /><strong>Wellington Campos</strong> é Filósofo Eclesiástico, Engenheiro Químico e Professor de Química. Autor do blog &#8220;<a title="Texto e Contexto" href="http://textoecontexto.wordpress.com/" target="_blank">Texto e Contexto</a>&#8220;. Integrante do Ministério de Música Frutos do Altar. Mais do que tudo isso, um admirador curioso da Cultura, das Artes e do comportamento humano.<br />
<strong>E-mail:</strong> <a class="linkification-ext" title="Linkification: mailto:wellington.pnsf@gmail.com" href="mailto:wellington.pnsf@gmail.com">wellington.pnsf@gmail.com</a></p></blockquote>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pnsfatima.org.br/santuarios-marianos-no-rio-de-janeiro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Das pequenas oportunidades, maiores aparecem</title>
		<link>http://www.pnsfatima.org.br/das-pequenas-oportunidades-maiores-aparecem/</link>
		<comments>http://www.pnsfatima.org.br/das-pequenas-oportunidades-maiores-aparecem/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 16:28:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adlane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Janela da cultura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pnsfatima.org.br/?p=687</guid>
		<description><![CDATA[Algumas colunas atrás, lembro-me de termos conversado um pouco sobre a ausência ou escassez de eventos culturais perto de nós. Soma-se a isso, o fato de que, na maioria das vezes, bons eventos são caros. Mas como aproveitar boas oportunidades que surgem? Irmãos, o remédio contra alguns desses males está na informação, e usar bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/etiqueta_helinho.jpg" alt="Janela da cultura" />Algumas colunas atrás, lembro-me de termos conversado um pouco sobre a ausência ou escassez de eventos culturais perto de nós. Soma-se a isso, o fato de que, na maioria das vezes, bons eventos são caros. Mas como aproveitar boas oportunidades que surgem? Irmãos, o remédio contra alguns desses males está na informação, e usar bem as ferramentas que temos pode ser uma excelente estratégia. Vamos aos exemplos?<br />
<br />
<span id="more-687"></span>Numa reunião do nosso recém-formado grupo de jovens, perguntou-se a eles quem tinha acesso à internet. Não me espanta que todos eles tenham respondido que regularmente acessam à rede. Pois é, você que está lendo este artigo agora, também está usando essa ferramenta. Aqui você pode descobrir o que fazer de muito interessante, e por muito pouco.<br />
<br />
Muitos de nós, além de seus perfis no Orkut, rede social predominante no Brasil, já entraram na onda do <span style="text-decoration: underline;"><a title="Twitter" href="http://twitter.com/" target="_blank">Twitter</a></span>. Além de seguir seus amigos, instituições e famosos favoritos, ao participar desta rede, você descobrirá quantos eventos estão rolando e suas promoções. Eu mesmo, que <span style="text-decoration: underline;"><a title="Wellington Campos" href="http://twitter.com/wocampos" target="_blank">estou lá</a></span> desde o fim de maio, já fui contemplado em dois sorteios de instituições que sigo. Quer melhor? Enquanto se navega na net, arruma-se tempo para um ingresso 0800 num evento badalado&#8230;<br />
<br />
Fora desse aspecto, há ainda os eventos que anualmente rolam na cidade e que muitas vezes deixamos passar. Já ouviu falar do “<span style="text-decoration: underline;"><a title="Teatro para Todos" href="http://www.aptr.com.br/teatroparatodos/" target="_blank">Teatro para Todos</a></span>”? É uma campanha que dura aproximadamente um mês (este ano vai de 20 de novembro a 20 de dezembro), na qual grandes espetáculos em cartaz nos teatros da cidade são oferecidos por preços bem mais baixos (de R$5,00 a R$25,00).<br />
<br />
Assim como essa campanha, ainda temos a “<span style="text-decoration: underline;"><a title="Carioquinha" href="http://www.carioquinha.com.br/site/apresentacao.asp" target="_blank">Carioquinha</a></span>”, durante a baixa temporada turística, que traz descontos aos moradores do Rio e Grande Rio para o ingresso nossos próprios pontos turísticos (quantos de nós ainda não conhecem o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor e o Jardim Botânico, por exemplo?). E o “<span style="text-decoration: underline;"><a title="Projeta Brasil Cinemark" href="http://www.cinemark.com.br/acao/projetabrasil.html" target="_blank">Projeta Brasil Cinemark</a></span>”? No início de novembro, a rede de cinemas dedica suas 410 salas durante um dia inteiro ao cinema nacional. Esse ano, foram 32 filmes a módicos R$2,00.<br />
<br />
É bom estar sempre atento, além desses exemplos, sempre há uma novidade aparecendo. Sempre que eu souber de uma delas, deixarei aqui.<br />
<br />
Ah, e se você ficou curioso com essa história de “grupo de jovens”, ponha-se em oração por eles. Queremos muito que esse grupo persevere e ganhe corpo dentro de nossa comunidade.<br />
<br />
Um abraço forte. Pax!</p>
<blockquote><p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/wellington_img_site.jpg" alt="Wellington Campos" /><strong>Wellington Campos</strong> é Filósofo Eclesiástico, Engenheiro Químico e Professor de Química. Autor do blog &#8220;<a title="Texto e Contexto" href="http://textoecontexto.wordpress.com/" target="_blank">Texto e Contexto</a>&#8220;. Integrante do Ministério de Música Frutos do Altar. Mais do que tudo isso, um admirador curioso da Cultura, das Artes e do comportamento humano.<br />
<strong>E-mail:</strong> <a class="linkification-ext" title="Linkification: mailto:wellington.pnsf@gmail.com" href="mailto:wellington.pnsf@gmail.com">wellington.pnsf@gmail.com</a></p></blockquote>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pnsfatima.org.br/das-pequenas-oportunidades-maiores-aparecem/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Se eu fosse você e se Olaria fosse Botafogo</title>
		<link>http://www.pnsfatima.org.br/se-eu-fosse-voce-e-se-olaria-fosse-botafogo/</link>
		<comments>http://www.pnsfatima.org.br/se-eu-fosse-voce-e-se-olaria-fosse-botafogo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 12:28:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adlane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Janela da cultura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pnsfatima.org.br/?p=637</guid>
		<description><![CDATA[Aproveitando o assunto de nosso último encontro nessa janela, que tal voltarmos à questão do acesso à cultura em nossa região? Não que eu queira restringir nossas discussões à Leopoldina ou à Zona Norte, mas devemos reconhecer que não estamos bem providos nesse aspecto. Numa breve pesquisa na web, você descobrirá que o Rio de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/etiqueta_helinho.jpg" alt="Janela da cultura" />Aproveitando o assunto de <span style="text-decoration: underline;"><a title="A volta do nosso Cine (?)" href="http://www.pnsfatima.org.br/a-volta-do-nosso-cine/" target="_blank">nosso último encontro nessa janela</a></span>, que tal voltarmos à questão do acesso à cultura em nossa região? Não que eu queira restringir nossas discussões à Leopoldina ou à Zona Norte, mas devemos reconhecer que não estamos bem providos nesse aspecto. Numa breve pesquisa na web, você descobrirá que o Rio de Janeiro é considerado a capital cultural do Brasil. Ótimo. Parabéns para nós. Mas quando damos parabéns a nós, quem faz parte desse “nós”?<br />
<!-- br--><br />
<span id="more-637"></span>Vamos a um exemplo bastante atual. Ontem (24/09) foi realizada a cerimônia de abertura do <span style="text-decoration: underline;"><a title="Festival do Rio 2009" href="http://www.festivaldorio.com.br/site2009/" target="_blank">11º Festival de Cinema do Rio de Janeiro</a></span>. 310 filmes em quase 2000 sessões distribuídas entre os dias 24 de setembro e 8 de outubro. Como vocês sabem, sou engenheiro e gosto de contas&#8230; Vai um, sobram dois, noves fora, são praticamente 133 sessões de cinema por dia. Não seria bom que parte dos 26 cinemas que abrigam o Festival estivessem perto de nós? Desse total, 6 ficam no Centro, 3 na Barra da Tijuca e os outros 17 na Zona Sul.<br />
<!-- br--><br />
Obviamente não sou contra o Festival, muito pelo contrário, sou um fã incondicional.  Já estou fazendo as contas e marcando numa cópia da programação oficial os filmes que me agradam, e sempre são muitos. Só questiono o fato de a programação estar concentrada onde o mercado para filmes chamados Cult já é bem estabelecido. Essa seria uma oportunidade ímpar para difundir o vírus do cinema por toda a cidade, fazer esse mercado crescer e dar ao Festival dimensões cada vez maiores. Por que não separar pelo menos uma das salas dos multiplex no Norteshopping, Nova América, Shopping Carioca, Bangu Shopping e West Shopping para fazerem parte do evento?<br />
<!-- br--><br />
Você pode me trazer mil argumentos. Que o evento é realizado pelo <span style="text-decoration: underline;"><a title="Grupo Estação" href="http://www.grupoestacao.com.br/" target="_blank">Grupo Estação</a></span>, eu sei. Que Severiano Ribeiro e Kinoplex só querem saber de cinema-pipoca, também sei. Falo de parceria comercial, não de caridade cultural. Você pode me lembrar que, nos anos anteriores, a Prefeitura pôs à disposição as Lonas Culturais e que alguns filmes foram ali apresentados. Pode até trazer à tona que algumas sessões foram apresentadas na Praia de Copacabana. Retorno com outra pergunta: que filmes foram exibidos nesses casos? Já respondo: filmes nacionais previamente exibidos no circuito. Nenhuma novidade.<br />
<!-- br--><br />
Esse ano, teremos algumas exibições para “os populares”, como costumam dizer. Algumas comunidades receberão cópias de “<span style="text-decoration: underline;"><a title="Se Eu Fosse Você" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Se_Eu_Fosse_Voc%C3%AA_2" target="_blank">Se Eu Fosse Você 2</a></span>” e “<span style="text-decoration: underline;"><a title="O Guerreiro Didi e a Ninja Lili" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Guerreiro_Didi_e_a_Ninja_Lili" target="_blank">O Guerreiro Didi e a Ninja Lili</a></span>”. Honestamente, esses foram responsáveis por duas entre as maiores bilheterias do ano, o primeiro com mais de seis milhões de espectadores e o último com algo perto dos dois milhões, logo, qual a novidade nisso?! E com tamanho sucesso, qual a probabilidade de que sejam uma novidade para a população em tempos de DVDs pirata e download fácil?<br />
<!-- br--><br />
Por que não trazer algo mais substancioso, como o esperado “Bastardos Inglórios” de <span style="text-decoration: underline;"><a title="Quentin Tarantino" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tarantino" target="_blank">Quentin Tarantino</a></span>? Muitos de nós já assistimos na TV a “Pulp Fiction”, e “Kill Bill”, do mesmo diretor, e sabemos que não é inacessível. É diversão de qualidade. Por que não exibir os documentários nacionais, muitas vezes ligados a temas presentes nessas comunidades? Lembro que no ano passado fui assistir a “<span style="text-decoration: underline;"><a title="Sou Feia Mas Tô Na Moda" href="http://www.interfilmes.com/filme_15672_Sou.Feia.Mas.To.Na.Moda-%28Sou.Feia.Mas.To.Na.Moda%29.html" target="_blank">Sou Feia Mas Tô na Moda</a></span>”, sobre o funk carioca, com um elenco prá lá de conhecido para a população carioca de todas os estratos sociais. DJ Marlboro, Tati Quebra-Barraco e Mr. Catra dão entrevistas surpreendentes e falam de uma realidade muito mais próxima do que aquela retratada na belíssima mansão do casal Cláudio e Helena (Tony Ramos e Glória Pires) da comédia recordista de público neste ano.<br />
<!-- br--><br />
Enquanto a questão não se soluciona, e já que ainda estamos órfãos de novidades pelas bandas de cá, proponho tirarmos férias da preguiça e encararmos a Brasil, a Linha Amarela ou o Rebouças como caminhos que nos levam a uma incomparável experiência de diversão e cultura. Pegue sua programação, vasculhe até achar o que lhe interessa e prepare o ânimo para a sala escura. Só para lembrar: no <span style="text-decoration: underline;"><a title="SESC Ramos" href="http://www.sescrio.org.br/data/Pages/LUMIS986F7EBBPTBRIEGUEST.htm" target="_blank">SESC Ramos</a></span> irão rolar duas sessões no dia 07/10. Às 10 da manhã, “<span style="text-decoration: underline;"><a title="Branca de Neve" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Branca_de_neve" target="_blank">Branca de Neve</a></span>”, de 1937, belíssimo filme da Disney; e às 2 da tarde, “<span style="text-decoration: underline;"><a title="Pele de Asno" href="http://www.interfilmes.com/filme_16275_Pele.de.Asno-%28Peau.d.ane.Donkey.Skin%29.html" target="_blank">Pele de Asno</a></span>”, um infantil francês de 1970, baseado nos “Contos da Mamãe Gansa”&#8230; Tenho ou não tenho razão de cobrar algo novo?<br />
<!-- br--><br />
Um abraço forte. Pax!</p>
<blockquote><p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/wellington_img_site.jpg" alt="Wellington Campos" /><strong>Wellington Campos</strong> é Filósofo Eclesiástico, Engenheiro Químico e Professor de Química. Autor do blog &#8220;<a title="Texto e Contexto" href="http://textoecontexto.wordpress.com/" target="_blank">Texto e Contexto</a>&#8220;. Integrante do Ministério de Música Frutos do Altar. Mais do que tudo isso, um admirador curioso da Cultura, das Artes e do comportamento humano.<br />
<strong>E-mail:</strong> wellington.pnsf@gmail.com</p></blockquote>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pnsfatima.org.br/se-eu-fosse-voce-e-se-olaria-fosse-botafogo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A volta do nosso Cine (?)</title>
		<link>http://www.pnsfatima.org.br/a-volta-do-nosso-cine/</link>
		<comments>http://www.pnsfatima.org.br/a-volta-do-nosso-cine/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 21:09:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adlane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Janela da cultura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pnsfatima.org.br/?p=617</guid>
		<description><![CDATA[Rua Uranos, 1474. Talvez você não tenha a referência imediata, mas se você mora ou morou em Olaria, certamente conhece o prédio que abrigou antigo Cine Olaria. Cenário da iniciação de milhares de pessoas na sétima arte, durante a década de 1990 o cinema foi fechado junto com outros tantos cinemas de bairro. Desde seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/etiqueta_helinho.jpg" alt="Janela da cultura" />Rua Uranos, 1474. Talvez você não tenha a referência imediata, mas se você mora ou morou em Olaria, certamente conhece o prédio que abrigou antigo Cine Olaria. Cenário da iniciação de milhares de pessoas na sétima arte, durante a década de 1990 o cinema foi fechado junto com outros tantos cinemas de bairro. Desde seu fechamento, já se vão treze anos.<br />
<br />
<span id="more-617"></span><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/img_banners/cine_olaria.jpg" alt="antigo cinema de Olaria" />Na semana passada, os leopoldinenses receberam a feliz notícia de que o local será revitalizado pelo governo do estado. Hoje servindo de depósito para o Grupo Severiano Ribeiro, a construção de 3.200m2, inaugurada em 1920 com o nome de Cinema Santa Helena, passará por um grande processo de reforma e modernização, e o antigo cinema de 877 lugares, será transformado em duas salas de projeção, totalizando então 890 lugares.<br />
<br />
Não é de hoje que os moradores do bairro esperam por alguma ação positiva quanto ao destino do prédio e muito se especula desde o encerramento de suas atividades. Na verdade, já foi dito um pouco de tudo a esse respeito. Talvez a maior lenda seja a de que o imóvel foi comprado por uma igreja protestante, mas sua obra foi embargada por uma determinação judicial. Boatos à parte, uma vez que a <a title="Governo do estado quer transformar Cine Olaria, hoje abandonado, num point do subúrbio" href="http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2009/9/um_cinema_para_projetar_cultura_para_a_leopoldina_32550.html" target="_blank"><u>imprensa trouxe essa notícia</u></a>, todos já agradecem e esperam ver a movimentação da obra.<br />
<br />
Segundo as notícias, a principal preocupação da proposta é modernizar o edifício sem que se perca a ligação com seu passado histórico. Na ala do prédio voltada para a Rua Uranos, o projeto prevê a construção de uma área comercial e de serviço totalmente voltada para a parte interna, deixando expostas para a rua somente as vitrines. Na ala voltada para a Rua Delfim Carlos, as antigas salas comerciais serão transformadas em bares e restaurantes duplex, com varandas prolongadas para a área externa e com total aproveitamento de sua área interna.<br />
<br />
<img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/img_banners/cine_olaria_novo1.jpg" alt="projeto do novo Cine" />Entretanto, a ideia fundamental não é de apenas revitalizar a construção, mas todo seu entorno. Há muito tempo a Rua Uranos mais se parece com um território abandonado, apenas uma via para passagem de carros, ônibus e kombis (isso é assunto para outro texto), enquanto os pedestres se sentem inseguros de passar por suas calçadas. Há comerciantes, inclusive, que acreditam existir “a maldição da Uranos”, segundo a qual estabelecimentos novos não dão certo por ali. Bem, com um pouco de bom senso, podemos perceber que não há maldição alguma, a Economia explica esses mecanismos de mercado, não é?<br />
<br />
Dessa forma, os acessos devem ser urbanizados, com a criação de uma rua de pedestres. Um trecho da Rua Delfim Carlos precisará ser reestruturado, onde será instalado novo piso, iluminação pública adequada além de haver um tratamento paisagístico, com arborização do local. Segundo o projeto inicial, o mobiliário que será instalado permitirá uma integração harmoniosa entre os bares e restaurantes.<br />
<br />
<img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/img_banners/cine_olaria_novo2.jpg" alt="projeto do novo Cine" />“A ideia é revitalizar toda a área, e o centro vai servir de opção cultural para todo o subúrbio da Leopoldina”, afirmou o presidente da Emop, Ícaro Moreno Júnior. O projeto todo está orçado em R$ 9 milhões e, falando em cifras, por pura curiosidade, acabei descobrindo um fato estranho: até muito pouco tempo o prédio estava sendo ofertado num grande <a title="Venda do antigo Cinema de Olaria" href="http://www.zap.com.br/imoveis/oferta/Pr%C3%A9dio-Inteiro-venda-RIO-DE-JANEIRO-OLARIA/ID-100911/" target="_blank"><u>site de classificados</u></a> por R$ 2 milhões.<br />
<br />
Agora é só aguardar. Espero nos encontrarmos na fila da bilheteria, comprando a indispensável pipoca ou tomando um café após uma sessão.<br />
<br />
Um abraço forte. Pax!</p>
<blockquote><p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/wellington_img_site.jpg" alt="Wellington Campos" /><strong>Wellington Campos</strong> é Filósofo Eclesiástico, Engenheiro Químico e Professor de Química. Autor do blog &#8220;<a title="Texto e Contexto" href="http://textoecontexto.wordpress.com/" target="_blank">Texto e Contexto</a>&#8220;. Integrante do Ministério de Música Frutos do Altar. Mais do que tudo isso, um admirador curioso da Cultura, das Artes e do comportamento humano.<br />
<strong>E-mail:</strong> wellington.pnsf@gmail.com</p></blockquote>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pnsfatima.org.br/a-volta-do-nosso-cine/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sobre a Ética Cotidiana</title>
		<link>http://www.pnsfatima.org.br/sobre-a-etica-cotidiana/</link>
		<comments>http://www.pnsfatima.org.br/sobre-a-etica-cotidiana/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2009 18:40:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adlane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Janela da cultura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pnsfatima.org.br/?p=560</guid>
		<description><![CDATA[Olá, irmãos! Mais do que trazer a vocês um texto interessante, hoje gostaria de deixar um questionamento. Dependendo do que conseguirmos discutir por aqui, o assunto pode até se estender. Embora eu saiba que o viés de nossa coluna é cultural, por que não relacionarmos a cultura e a sociedade em que vivemos com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/etiqueta_helinho.jpg" alt="Janela da cultura" />Olá, irmãos! Mais do que trazer a vocês um texto interessante, hoje gostaria de deixar um questionamento. Dependendo do que conseguirmos discutir por aqui, o assunto pode até se estender. Embora eu saiba que o viés de nossa coluna é cultural, por que não relacionarmos a cultura e a sociedade em que vivemos com a fé que professamos?<br />
</ br><br />
<span id="more-560"></span>Quando falamos em ética, logo nos vêm à cabeça os escândalos do Senado Federal, os casos absurdos de abuso de menores e mais uma série de eventos de grande repercussão na mídia. Segundo Santo Tomás de Aquino, agir de forma ética é agir racionalmente. Como assim? Santo Tomás nos diz que “todo o homem é dotado de livre-arbítrio, orientado pela consciência e tem uma capacidade inata de captar, intuitivamente, os ditames da ordem moral”. Dessa forma, pensar eticamente não é apenas julgar aquilo que nos chama a atenção pelo absurdo. De forma mais profunda e clara, é apreender por meio da consciência o certo e o errado. Mas até que ponto paramos para pensar na “ética do dia-a-dia”? Só fiz toda essa introdução para que vocês chegassem comigo ao porquê das perguntas de hoje.<br />
</ br><br />
O que é moralmente mais condenável, o desvio de verbas públicas realizado pelos políticos ou a “cervejinha” que muitos de nossos conhecidos são capazes de deixar para um policial que os pegue em situação irregular? O que nos causa mais espanto, a violência urbana a que estamos submetidos ou o comércio ilegal de uma série de produtos piratas de qualidade duvidosa? Tenho clareza de que todas essas coisas não são de fácil resolução, nem as perguntas facilmente respondidas. Sei ainda que qualquer posição que se tome diante delas será amparada por uma série de argumentos, uns mais válidos e outros menos. Entretanto, acho de extrema importância que todos nós questionemos aquilo que fazemos todos os dias para que, de posse de uma opinião fundamentada e validada por nossa consciência, mudemos de atitude frente à sociedade.<br />
</ br><br />
Voltemos às questões. Será que quando deixamos uma gorjeta indevida a um guarda de trânsito não estamos alimentando uma verdadeira indústria de corrupção policial? Enquanto professor, não posso negar que já ouvi alunos dizendo que fariam prova para a polícia, pois, mesmo com o salário baixo, “dá pra se virar com um extra”.<br />
</ br><br />
Quando compramos um produto pirata, sabemos realmente a cadeia de fatos e pessoas por trás de um simples produto barato? De onde vem todo aquele material, de um indivíduo pobre como nós que resolveu fazer produção artesanal para tirar uma graninha porque lhe falta trabalho (o que seria igualmente questionável) ou de artigos contrabandeados que podem estar direta ou indiretamente ligados à violência da qual todos reclamamos?<br />
</ br><br />
Tudo isso, meus caros, traz alguns frutos que estão bem visíveis a qualquer um, vide a desordem social em que vivemos, e outros ainda sutilmente escondidos. Nesse ponto, com os frutos escondidos, me refiro à educação que deixamos a nossos filhos, afilhados, sobrinhos e demais. Já viram o comercial de TV em que o filho apresenta ao pai uma “prova pirata”? Ao permitirmos “pequenas transgressões”, o que realmente queremos que aprendam aqueles que se espelham em nós? Queremos que os nossos sejam corretos ou que levem vantagem em tudo que fazem? Em nossos grupos, valorizamos o honesto ou o esperto? Ou será que nenhuma dessas questões ainda passou pela nossa cabeça?<br />
</ br><br />
Ser cristão, meus irmãos, não é apenas pôr os pés no templo e erguer os braços ao céu. É principalmente ver o mundo com os olhos de cristão, avaliá-lo com a perspectiva da fé e agir conforme julgamos ser correto. Não é fácil confrontar-se com a realidade desfavorável e saber agir frente a ela, mas se nós, que afirmamos ser sementes de transformação, não nos expusermos a esse tipo de dúvida, quem o fará?<br />
</ br><br />
Mais uma vez, garanto a vocês que meu objetivo é apenas “por uma pulga atrás da orelha”, fazer vocês pensarem a partir de hoje que existe uma outra forma de enxergar os fatos cotidianos. Não quero ser aqui aquele que impõe uma opinião, de forma alguma, mas aquele que apresenta uma opinião a ser avaliada por vocês. Na verdade, gostaria de ouvir seus argumentos. Caso vocês se sintam à vontade, deixem aqui um comentário ou então mandem um email para que possamos crescer juntos nessa discussão.<br />
</ br><br />
Um abraço forte. Pax!</p>
<blockquote><p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/wellington_img_site.jpg" alt="Wellington Campos" /><strong>Wellington Campos</strong> é Filósofo Eclesiástico, Engenheiro Químico e Professor de Química. Autor do blog &#8220;<a title="Texto e Contexto" href="http://textoecontexto.wordpress.com/" target="_blank">Texto e Contexto</a>&#8220;. Integrante do Ministério de Música Frutos do Altar. Mais do que tudo isso, um admirador curioso da Cultura, das Artes e do comportamento humano.<br />
<strong>E-mail:</strong> wellington.pnsf@gmail.com</p></blockquote>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pnsfatima.org.br/sobre-a-etica-cotidiana/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Olha a chuva&#8230;</title>
		<link>http://www.pnsfatima.org.br/olha-a-chuva/</link>
		<comments>http://www.pnsfatima.org.br/olha-a-chuva/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 13:43:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adlane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Janela da cultura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pnsfatima.org.br/?p=485</guid>
		<description><![CDATA[Olá, prezados!
Já é dia 25 de junho e ainda não vimos roupas quadriculadas, bandeirinhas penduradas nem aquelas comidas deliciosas que o mês nos reserva. Calma, calma, nossa festa paroquial está marcada para 19 de julho. Mas concordo com sua pressa. É inevitável pensar que, com o frio, vêm as festas juninas e todo um clima [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/etiqueta_helinho.jpg" alt="Janela da cultura" /><br />
Olá, prezados!</p>
<p>Já é dia 25 de junho e ainda não vimos roupas quadriculadas, bandeirinhas penduradas nem aquelas comidas deliciosas que o mês nos reserva. Calma, calma, <strong>nossa festa paroquial está marcada para 19 de julho</strong>. Mas concordo com sua pressa. É inevitável pensar que, com o frio, vêm as festas juninas e todo um clima próprio de alegria. Mas, de onde veio essa tradição de celebrarmos as festas no mês de junho, que hoje já se estendem para julho? Existem algumas versões para isso, vamos a duas delas.<br />
<br />
<span id="more-485"></span>A primeira nos conta que nossas festas são, na verdade, provenientes da festa pagã do solstício de verão, tendo sido cristianizada na Idade Média como Festa de São João. É bom lembrarmos que essas festas já eram celebradas na Europa e, portanto, o verão de lá começa em junho. Por consequência, os Europeus de diversas nacionalidades celebravam o “dia mais longo do ano”. Isso mesmo, o dia mais longo do ano. Como assim? Em função da inclinação da Terra em relação ao sol, existem dois solstícios, um no verão e outro no inverno, no do verão tem-se o período claro (dia) mais longo do ano, já no do inverno, você deve concluir, a noite mais longa. Muitos países europeus ainda hoje celebram suas festas juninas, como Portugal, França, Polônia, Ucrânia e Suécia – neste último, a festas juninas são a maior festividade do país depois do Natal.<br />
<br />
Já a segunda, que a meu ver não exclui a primeira, nos conta que a nossa tradição vem dos países católicos europeus que tinham por costume celebrar a festa de São João, em 24 de junho, daí chamarem-se “Festas Joaninas”, de onde nos chegou “Festa Junina”, feliz coincidência com o nome do mês em que celebramos este santo.<br />
<br />
O fato é que as tradições juninas nos chegaram por meio dos portugueses, ainda no período colonial. E como nessa época, tudo que era moda em Paris virava uma referência cultural, nossos colonizadores trouxeram uma dança chamada “Quadrille”. Com o tempo, nossas quadrilhas passaram por muitas modificações, em especial por se fundirem com a cultura brasileira, perdendo muito da influência Frances. E embora as quadrilhas tenham chegado a nós por meio da elite, foi no campo que esta tradição ganhou força, daí o visual de camponeses que hoje prevalece nos arraiais.<br />
<br />
Com a cristianização desta tradição, as festas juninas também passam a ser chamadas de Festas dos Santos Populares (Santo Antônio – dia 13, São João – dia 24, e São Pedro – que “divide” o dia 29 com São Paulo). Com essa dispersão de datas no calendário, as festividades começam a ganhar mais dias e tomaram todo mês de junho. Há quem goste inclusive de tirar férias em junho para viajar e conhecer as famosas festas do nordeste. Como não podemos negar a grande influência econômica dessas festividades nas cidades que se mobilizam para receber os turistas, já vemos eventos que perduram até o fim de julho.<br />
<br />
Você já deve ter observado quantos pratos à base de milho são servidos em festas juninas: pamonha, curau, milho cozido, canjica, cuscuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos. Alguma coincidência? Não mesmo. Junho é o mês da colheita do milho. Junto com eles, alguns outros quitutes nos fazem perder os limites durante esse período. O que dizer de arroz doce, bolo de amendoim, bom-bocado, broa de coco, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e caldo verde? Só de imaginar já dá água na boca.<br />
<br />
Não podemos nos esquecer dos balões que colorem o céu, que nesta época costuma estar bem claro. O uso de balões e de fogos de artifício, muito difundido especialmente na cidade do Porto, em Portugal, servia para avisar à população que a festa iria começar. Quando fossem soltos de cinco a sete balões, estava dada a largada para a festança. Hoje, resta apenas o efeito visual que eles proporcionam. Mas é importantíssimo lembrar que soltar balões é proibido por lei, em função do risco de graves acidentes que estes podem ocasionar.<br />
<br />
Depois de toda essa prosa, é hora de arrumar o chapéu de palha, a roupa xadrez e de preparar os ânimos para nossa festa. Celebremos a alegria típica de nossa comunidade mais uma vez. Espero vê-los por lá. A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!<br />
<br />
<em>p.s.: Irmãos, neste mês criei mais um canal para nossa comunicação. Certamente vocês já ouviram falar em Twitter, não? Agora temos a Janela da Cultura também lá, É só nos seguir e todo dia receber um raio de cultura por essa nova janela: <a title="Twitter - Janela da Cultura" href="http://twitter.com/janeladacultura" target="_blank">http://twitter.com/janeladacultura</a><br />
Um abraço forte.</em></p>
<p></p>
<blockquote><p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/wellington_img_site.jpg" alt="Wellington Campos" /><strong>Wellington Campos</strong> é Filósofo Eclesiástico, Engenheiro Químico e Professor de Química. Autor do blog &#8220;<a title="Texto e Contexto" href="http://textoecontexto.wordpress.com/" target="_blank">Texto e Contexto</a>&#8220;. Integrante do Ministério de Música Frutos do Altar. Mais do que tudo isso, um admirador curioso da Cultura, das Artes e do comportamento humano.<br />
<strong>E-mail:</strong> wellington.pnsf@gmail.com<br />
<strong>Twitter:</strong> <a title="Twitter - Janela da Cultura" href="http://twitter.com/janeladacultura" target="_blank">http://twitter.com/janeladacultura</a></p></blockquote>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pnsfatima.org.br/olha-a-chuva/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>“Fique descalço um pouco para sentir o chão&#8230;”</title>
		<link>http://www.pnsfatima.org.br/fique-descalco-um-pouco-para-sentir-o-chao/</link>
		<comments>http://www.pnsfatima.org.br/fique-descalco-um-pouco-para-sentir-o-chao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 25 May 2009 18:11:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adlane</dc:creator>
				<category><![CDATA[Janela da cultura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pnsfatima.org.br/?p=164</guid>
		<description><![CDATA[Que tal conversarmos sobre cultura? Uma conversa simples e direta, clara como deve ser. Quando a gente fala em cultura, alguém já pergunta se é “papo cabeça”&#8230; longe disso. Teremos aqui um espaço para falar sobre o que acontece ao nosso redor: os filmes que nos chamam e nos chamaram a atenção; as músicas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/etiqueta_helinho.jpg" alt="Janela da cultura" />Que tal conversarmos sobre cultura? Uma conversa simples e direta, clara como deve ser. Quando a gente fala em cultura, alguém já pergunta se é “papo cabeça”&#8230; longe disso. Teremos aqui um espaço para falar sobre o que acontece ao nosso redor: os filmes que nos chamam e nos chamaram a atenção; as músicas de ontem, de hoje, e aquelas que sabemos que ficarão para sempre; os acontecimentos que nos remetem àquilo que consideramos cultura brasileira/carioca. Em resumo, coisas que estão no dia-a-dia, mas sob uma ótica um pouco diferente.</p>
<p><span id="more-164"></span>Uma dica aqui, um questionamento ali, e até uma crítica acolá&#8230; Pode ser legal, mas é importante que você, leitor, consiga reconhecer nesse espaço um lugar pra quem aceita o desafio de ter olhos e ouvidos de pensar (com o tempo, garanto que a gente explora essa ideia). Mais importante ainda é que você se sinta à vontade, como quem tira um pouco as sandálias pra ter mais conforto assim que chega em casa.</p>
<p>Todos aqueles que se sentem em casa, além de tirarem os sapatos e sentarem no chão, gostam mesmo é de dar um palpite. Por isso, criei um canal de comunicação. Suas sugestões serão sempre bem-vindas. Suas críticas, escutadas. E suas perguntas, respondidas na medida do possível. Mas se você ainda quiser botar a boca no trombone, faça-o. Basta lembrar-se do que nos diz São Paulo, na Carta aos Coríntios: “Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade &#8211; as três. Porém, a maior delas é a caridade.” Com caridade e vontade de que cresçamos juntos nas descobertas que virão, mande sua mensagem para wellington.pnsf@gmail.com.</p>
<p>Espero sua visita e seus comentários.</p>
<blockquote><p><img class="alignleft" src="http://www.pnsfatima.org.br/wp-content/i/colunistas/wellington_img_site.jpg" alt="Wellington Campos" /><strong>Wellington Campos</strong> é Filósofo Eclesiástico, Engenheiro Químico e Professor de Química. Autor do blog &#8220;<a title="Texto e Contexto" href="http://textoecontexto.wordpress.com/" target="_blank">Texto e Contexto</a>&#8220;. Integrante do Ministério de Música Frutos do Altar. Mais do que tudo isso, um admirador curioso da Cultura, das Artes e do comportamento humano.<br />
<strong>E-mail:</strong> wellington.pnsf@gmail.com</p></blockquote>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pnsfatima.org.br/fique-descalco-um-pouco-para-sentir-o-chao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
