A Santidade e a Medida da Maldade
10 de janeiro de 2010
O músico Renato Russo, em uma de suas músicas, disse que “há tempos nem os santos tem ao certo a medida da maldade”, para descrever o estado de banalização do mal e da violência nos dias de hoje. E de fato, por paradoxal que pareça, são os santos os que tem a melhor medida da maldade do mundo, por serem, em geral, suas principais vítimas. A opção cristã de santidade o fez assim. No Antigo Testamento a santidade era a separação, aquilo que estava reservado para poucos, era o próximo de Deus e o distante dos homens comuns. O Templo de Jerusalém é a materialização deste conceito. Há um crescente de santidade que vai do pátio dos gentios, na parte mais externa, passando pelo átrio das mulheres (para as mulheres israelitas), pelo átrio dos israelitas (só para os homens), chegando ao Santuário (reservado aos sacerdotes) e, finalmente, o Santo dos Santos, o núcleo do Santuário onde só o sumo sacerdote podia entrar em algumas ocasiões do ano.
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Meus irmãos e irmãs. Querido Povo de Deus.